Polícia investiga se houve negligência em escola após morte de menino

Quatorze crianças participavam da aula de natação quando o menino Bernardo Gonçalves se afogou; professora e assistente foram indiciadas por homicídio culposo

iG São Paulo |

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Bernardo Gonçalves, de 4 anos, com os pais. Ele morreu afogado durante a aula de natação

A Polícia Civil continua investigando se houve negligência em uma escola particular, na zona sul de São Paulo, após uma criança de 4 anos morrer afogada durante a aula . O acidente ocorreu na segunda-feira (26) na aula de natação do Centro Educacional Brandão (CEB), em Moema, bairro nobre da capital.

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Segundo os agentes da Central de Flagrantes do 26º DP, responsável pela investigação, 14 crianças participavam da aula na hora do afogamento. Todas estariam com boias de braço. Ao final da aula, elas teriam saído da água para fazer outra atividade. Quando voltaram para a piscina, o menino Bernardo Gonçalves já estaria sem a boia e afogando.

Em depoimentos à policia, os professores não teriam visto o momento que o menino caiu na piscina. A professora Raquel Silva Campos, de 36 anos, e a assistente Franciene Araújo de Almeida, de 28, foram indiciadas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Na delegacia, as duas pagaram R$ 10 mil de fiança cada para responder ao processo em liberdade.

O menino era filho de um juiz e de uma funcionária do Ministério Público. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu. A escola, para crianças de 0 a 15 anos, é considerada de alto padrão e tem mensalidades que custam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.

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“Profissionais treinados”

Em nota, a escola informa que o aluno foi imediatamente atendido por "profissionais da escola, treinados e certificados como socorristas e em seguida pela equipe do Samu". O pai do menino foi chamado até a escola e acompanhou a transferência do garoto até o Hospital São Paulo, para onde ele foi levado em ambulância.

O CEB ainda disse que as circunstâncias ainda não eram conhecidas, mas que serão rigorosamente apuradas pelo centro educacional e pelas autoridades. O colégio diz que vai "continuar prestar todo o apoio possível à família do aluno Bernardo, cuja dor e sofrimento não podem ser medidos". 

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