Turista suíço reage a assalto e morre baleado no interior de São Paulo

Homem de 69 anos visitava um primo na cidade de Ribeirão Branco e reagiu após ter recebido ordem de assaltante para que se deitasse. Parente diz que ele não falava português

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O turista suíço Max Kempf, de 69 anos, foi morto com um tiro na cabeça, domingo (25), após reagir a um assalto ao sítio em que se hospedava, no bairro do Batista, zona rural de Ribeirão Branco, a 310 km de São Paulo. Ele havia chegado no dia anterior ao Brasil e visitava um primo, dono da propriedade produtora de queijos.

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Kempf veio acompanhado de um amigo e visitava o País pela primeira vez. Por volta das 6 horas, o dono do sítio, o também suíço Theodor Alois Kempf, de 70 anos, ordenhava vacas no curral quando três homens armados e encapuzados invadiram o sítio e se dirigiram à casa da família.

Eles renderam a mulher de Theodor e começaram a vasculhar a residência. Max Kempf foi rendido no quarto onde dormia e não atendeu à ordem dos bandidos para que se deitasse no chão. De acordo com o primo, ele não falava português e provavelmente não entendeu o que deveria fazer, irritando os assaltantes. Ao ser empurrado, ele reagiu e foi atingido por um tiro na cabeça.

Os bandidos fugiram levando dois celulares, máquina fotográfica, computador, tablet e R$ 500 em dinheiro. O corpo do turista foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Itapeva. Por decisão da família, o sepultamento foi em Ribeirão Branco. O primo da vítima mora na cidade há 17 anos e se naturalizou brasileiro. Ele não pensa em deixar o País. O crime chocou a cidade de 18 mil habitantes. Policiais fizeram cercos na região, mas, até a tarde desta segunda-feira (26), não tinha detido nenhum suspeito.

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