Presos quatro suspeitos de fraudar inspeção veicular

Polícia Civil prende em flagrante funcionários da Controlar, empresa responsável pelo serviço

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A Polícia Civil prendeu em flagrante quatro suspeitos de burlar a inspeção veicular de São Paulo. Dois são funcionários da Controlar, empresa responsável pelo serviço. Com a ajuda de um intermediário, Avilmar Pereira, de 34 anos, os inspetores Adilson Jorge de Morais, de 33, e Pedro Phillipe Polatto, de 22, aprovavam veículos inaptos em troca de propina, segundo o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

O quarto suspeito é o empresário Francisco Almeida dos Santos, de 56 anos, que tentava regularizar sua frota na quinta-feira (22) pela manhã. Ele vai responder pelo crime de corrupção ativa. Os outros serão enquadrados por corrupção passiva e formação de quadrilha. Pereira já tem passagem pela Justiça por estelionato.

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público recebeu denúncia anônima sobre o esquema há quase de três meses. O delegado responsável pelo caso, Anderson Giampaoli, disse que cerca de 30 veículos passaram pelo esquema durante a investigação.

Os proprietários dos veículos aprovados irregularmente serão chamados para prestar depoimento e devem ser indiciados por formação de quadrilha e corrupção passiva. Outros dois intermediários foram identificados. "O objeto da fraude é caminhão a diesel. Não vimos carros ou motos", disse Giampaoli.

Para ter o veículo aprovado, o "cliente" do esquema agendava a inspeção normalmente pela internet, mas escolhia o posto do Jaguaré no turno da manhã. Eram o local e o período de trabalho dos inspetores Morais e Polatto. Segundo a polícia, eles faziam a pré inspeção manual e, na segunda fase, burlavam o sistema automatizado.

Investigação

A Controlar informou que "repudia qualquer prática fraudulenta e está colaborando com as investigações para que o fato seja esclarecido". A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente afirmou que dois técnicos foram destacados para fazer uma auditoria extraordinária no posto do Jaguaré.

A promotora Sandra Rodrigues, do Gaeco, ressalta que o caso não tem nada a ver com a suposta irregularidade na renovação do contrato com a Controlar em 2008, que resultou em denúncia por fraude à Lei de Licitações do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e do ex-presidente da empresa Ivan Pio de Azevedo. "Esse caso é algo episódico, que envolve apenas dois funcionários da Controlar desse posto. Não tem nenhuma relação com a investigação de improbidade."

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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