Boato sobre atentado faz Polícia Militar reforçar patrulha em Campinas e região

Falsa notícia divulgada pelas redes sociais dizia que um atentado seria promovido pelo PCC em área próxima ao maior complexo penitenciário do interior de São Paulo

Agência Estado |

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Um boato sobre um atentado que seria promovido pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) fez com a Polícia Militar (PM) reforçasse nesta terça-feira (13) o efetivo nas ruas de alguns bairros de Campinas, Sumaré e Hortolândia, cidades próximas ao maior complexo penitenciário do interior de São Paulo. Um dia antes, alguns comerciantes, escolas e unidades de saúde fecharam as portas mais cedo no fim da tarde, nessa região de divisa dos três municípios, após uma onda de informações sobre supostos atentados e confrontos.

O comando do 47º e do 48º Batalhões da PM, responsáveis pela área, informaram que o boato foi difundido na tarde de segunda-feira (12), por meio de redes sociais, e acabou gerando apreensão na população local. Um suspeito foi preso na manhã de terça, segundo o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do interior (Deinter-2), Licurgo Nunes Costa. Segundo ele, o acusado tem antecedentes criminais e portava armas.

Apesar dos ataques não terem ocorrido, a sensação de medo tomou a região durante a tarde e a noite de segunda. Em uma escola no bairro Bom Retiro, em Sumaré, os portões ficaram fechados. No local, um cartaz em papelão comunicava a suspensão das aulas. Em um posto de saúde no Jardim Denadai, também em Sumaré, um cartaz informava aos usuários que as consultas seriam reagendadas por questão de segurança. No bairro Vila Real, em Hortolândia, e no Padre Anchieta, em Campinas, a situação foi a mesma.

Em Campinas, os postos de saúde dos bairros São Marcos e Santa Mônica, próximo da divisa com Sumaré, fecharam as portas uma hora antes por conta dos boatos. Nesta terça, o movimento voltou ao normal. Um comerciante do bairro Bom Retiro, que pediu para não ter o nome divulgado, afirmou que a partir das 13h de segunda ele recebeu várias ligações de amigos avisando que um confronto entre PCC e PM ocorreria.

"Fechei logo em seguida, ninguém quer pagar para ver. Hoje (terça) tudo voltou ao normal e tem policial nas ruas por todo lado", afirmou o dono de um açougue do bairro, que foi afetado pelo falso toque de recolher.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o toque de recolher foi provocado por uma falsa informação, mas o policiamento foi aumentado nas ruas para garantir sensação de segurança nas pessoas. Os policiais do 47º e do 48º batalhões receberam reforços de policiais de outras áreas e também do helicóptero Águia. "Apesar de termos comprovado que não passou de um boato, adotamos a medida preventiva de reforçar a presença policial para passar segurança à população", afirmou o major Marci Elber Maciel.

Execução

Um funcionário da Fundação Casa (antiga Febem) foi executado na noite segunda em frente a uma padaria, em Campinas. A polícia descarta a relação do assassinato com os supostos ataques do PCC. Samuel Menal, de 30 anos, trabalhava na unidade Nova Aroeira, em São Paulo, e morava em Campinas.

A vítima estava em frente a padaria, que já estava fechada, quando dois homens em um carro chegaram atirando. Ele chegou a ser socorrido vivo, mas morreu na manhã desta terça, no Hospital das Clínicas da Unicamp.

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