Outros dois descarrilamentos aconteceram na mesma linha este ano. Ministério Público que explicações do estado sobre investimentos em melhoria dos sistema férreo turístico

Agência Estado

O acidente que matou três mulheres e deixou outras 41 pessoas feridas , no último sábado (3), não é um caso isolado na Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ). O Ministério Público de Campos do Jordão já investiga outros dois acidentes na mesma linha, ocorridos em 15 de junho e 1º de julho, sem vítimas fatais. O MP quer explicação sobre o uso dos R$ 14 milhões anunciados pelo governo do Estado de São Paulo para melhorias do sistema férreo turístico.

Os dois descarrilamentos teriam ocorrido com a mesma automotriz (A1), na linha Pindamonhangaba - Campos do Jordão, que está parada para revisão . O pedido do MP de Pindamonhangaba deve somar ao processo os questionamentos sobre as condições de funcionamento da EFCJ.

Segundo passageiros e funcionários da EFCJ, outros cinco acidentes já foram registrados na linha somente este ano, nenhum com a proporção de vítimas deste último. Entre 2011 e 2012, de acordo com o governo do Estado, foram investidos R$ 14 milhões em reformas, modernização dos bondes e sistema de manutenção.

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Outro ponto questionado pelo MP é a regulamentação da linha junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Consultada pela reportagem, a ANTT informou que o serviço prestado pela EFCJ não é de sua responsabilidade, pois está registrada junto ao governo do Estado, sob a responsabilidade da Secretaria de Transportes Metropolitanos. A linha férrea turística tem 47 quilômetros de extensão e passa pelos municípios paulistas de Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira.

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