Atirador de São Paulo tem noite tranquila na cadeia

Carcereiro disse que Fernando Gouveia dormiu normalmente, fez todas as refeições e ficou calado. Ele foi preso ontem (18) após atirar contra três pessoas no centro da capital

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O administrador de empresas Fernando Behmer Cesar de Gouveia Buffolo, de 33 anos, preso na quinta-feira após ferir três pessoas com tiros e se trancar em uma casa por cerca de nove horas, na Liberdade, passou uma noite tranquila na cadeia, de acordo com um carcereiro do 31º DP (Vila Carrão), na zona leste de São Paulo.

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Considerado uma pessoa com esquizofrenia pela família, Gouveia não teve qualquer tipo de surto, dormiu normalmente, fez todas as refeições e se manteve calado na cela, disse o funcionário. Ele dividiu o espaço com um professor. Na manhã de quinta-feira Gouveia baleou três pessoas na porta de casa após reagir a uma tentativa de internação.

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Ele disparou contra o oficial de Justiça Marcelo Ribeiro de Barros, de 49, o enfermeiro Márcio Teles de Lima, de 27, e a própria amiga, a psicóloga Silvia Helena Godin, de 45, dona do sobrado onde se encontrava. O enfermeiro e o oficial estão internados na UTI dos hospitais Alvorada e Bandeirantes, respectivamente, e têm quadro estável.

A psicóloga foi levada na noite de quinta para o Hospital São Camilo, mas sua família não autorizou a equipe médica a passar informações sobre seu estado de saúde. Um policial militar também foi atingido por uma bala que ricocheteou no escudo de um dos PMs que chegaram para negociar a rendição.

Rendição

Responsável por mobilizar cerca de 30 policiais, que isolaram a rua Castro Alves, o administrador se rendeu no final da tarde de quinta-feira. Antes de ir para o 31º DP, onde ficam presos com nível superior, ele prestou depoimento no 6º DP e foi indiciado por quatro tentativas de homicídio. Na casa foram encontrados um arsenal de armas, entre revólveres, pistolas e uma espingarda calibre 12.

De acordo com especialistas, se for comprovado que Gouveia tem distúrbios psiquiátricos, ele pode ser considerado inimputável e não poderá ser condenado. Nesse caso, em vez da prisão, a Justiça aplicaria uma medida de segurança, como sua internação.

Feridos

O oficial de Justiça e o enfermeiro baleados continuam internados em dois hospitais da cidade. O estado de saúde deles é estável. A psicóloga Silvia Helena Godin, de 45 anos, atingida no rosto por Gouveia, tinha sido transferida para o Hospital São Camilo ontem, mas não teve o quadro de saúde divulgado a pedido da família.

Marcelo Barros foi atingido por um tiro que passou rente ao seu coração e perfurou o pulmão. Atendido inicialmente no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), como as demais vítimas, ele teve um hemorragia grave e os médicos drenaram cerca de um litro de sangue de seu pulmão. No fim da tarde, quando seu estado se estabilizou, ele foi transferido para o Hospital Bandeirantes, na Liberdade, na região central da cidade, onde está em observação.

O enfermeiro Márcio Teles de Lima foi atingido no rosto e, assim como Silvia, teve o maxilar fraturado. O projétil ficou alojado na sexta vértebra cervical, um pouco abaixo do pescoço. Segundo o último boletim médico do Hospital Alvorada, em Moema, na zona sul, ele deu entrada na unidade às 19h46 e está consciente.


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