'Ele poderia ter estragado ainda mais a situação', diz coronel sobre atirador

Fernando Gouveia, que teria "problemas mentais", feriu três após receber ordem judicial de interdição em SP; oficial de justiça, enfermeiro e psicóloga foram baleados

iG São Paulo |

Para o tenente coronel da Polícia Militar Marcelo Pignatari, as condições mentais de Fernando Gouveia, que atirou contra três pessoas após receber ordem judicial , deixaram o processo de negociação de quase 9 horas extremamente delicado. "Ele estava perturbado no início. Nosso trabalho foi acalmá-lo. Durante uma explosão, ele poderia ter estragado mais ainda a situação", disse o policial que comandou os trabalhos da PM. 

Entenda:  Atirador no centro de SP se entrega à polícia após quase 9h de negociação

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Fernando Gouveia se entregou à polícia após nove horas de negociação

Mesmo após sua rendição, segundo a PM, com um ferimento na cabeça e perna, Gouveia apresentava sinais de irritação. A mãe do atirador, que acompanhou as negociações no local, disse que o filho tinha "problemas mentais" e possuia várias armas em casa, o que levou a PM a isolar a rua e evitar invadir a residência . As negociações, disse a polícia, foram feitas por meio de um celular. A PM e o Corpo de Bombeiros foram acionados por volta das 8h30.

O coronel informou que a partir da rendição, ocorrida às 17h, serão investigadas a origem das armas e as circunstâncias que levaram Gouveia a atirar contra o oficial de justiça Marcelo Bastos, um enfermeiro, de 27, e uma psicóloga, de 45, que de acordo com os vizinhos, morava com ele. Após a rendição, a polícia realizou ainda uma inspeção na residência na rua Castro Alves, na Liberdade. Duas armas foram encontradas, uma pistola e uma espingarda calibre 12. 

Pignatari informou que a rendição poderia ter ocorrido antes, mas Gouveia teve dificuldades ao abrir a porta da casa. "Ele precisou colocar as mãos para fora (pela janela com vidros quebrados) , foi algemado e, com cautela e segurança, abrimos a porta", explicou o coronel dizendo que nenhum familiar participou ativamente das negociações. Após receber atendimento médico no local, Gouveia foi encaminhado ao Hospital do Servidor Público Municipal.

Feridos

O oficial de Justiça Marcelo Ribeiro de Barros foi baleado no tórax, quando estava no corredor da casa. O enfermeiro e a psicóloga, que, de acordo com vizinhos, morava com o atirador, também foram baleados no rosto e no ombro. Todos as vítimas foram levados para o Hospital Servidor Público Municipal.

De acordo com Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o estado de saúde deles é estável e não há risco de morte. Do lado de fora da residência, estavam ainda outros dois enfermeiros e um psicólogo. Nenhum policial os acompanhava.

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