Metroviários aceitam proposta e suspendem greve em São Paulo

Segundo decisão aprovada em assembleia, a greve que estava marcada para esta quinta-feira foi remarcada para o próximo dia 24, caso as negociações com o Metrô não avancem

iG São Paulo | - Atualizada às

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo aceitou, em assembleia realizada nesta quarta-feira (03), suspender a paralisação programada para esta quinta-feira na capital paulista. Segundo decisão dos trabalhadores, a greve foi remarcada para o próximo dia 24, caso as negociações com o Metrô não avancem. 

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AE
Acúmulo de passageiros em ponto de ônibus em frente à Estação Conceição, em maio, durante a última paralisação dos metroviários

A greve dos metroviários foi aprovada na última quinta-feira, mas em audiência ocorrida ontem, a desembargadora Rilma Hemetério, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, propôs que a paralisação fosse suspensa por 20 dias . O prazo dado deverá ser utilizado para empresa e trabalhadores negociar uma nova proposta

Na audiência de ontem, o advogado do Metrô se comprometeu a negociar no prazo determinado. As principais reivindicações dos metroviários são participação nos resultados (PR) igual para todos os funcionários e pagamento de parcela antecipada de abril de 2013 para outubro, além de melhoria na jornada de trabalho.

O sindicato informou que será mantida a mobilização da categoria com distribuição de Cartas Abertas, setoriais na manutenção, uso de adesivos a partir do dia 15 e coletes no dia 18, trabalho sem uniformes nos dias 22 e 23, até a assembleia de preparação para a greve do dia 24 de outubro, caso o impasse continue.

De acordo com o diretor de comunicação do sindicato, Ciro Moraes, o Metrô apresentou nesta quarta-feira proposta segundo a qual a empresa se compromete em fazer esforços para viabilizar o pagamento da participação nos resultados (PR) em fevereiro de 2013. "Nós tradicionalmente recebemos a PR em fevereiro e eles estavam insistindo para fazer o pagamento em abril. A única proposta foi de esforço para viabilizar o pagamento em fevereiro", afirmou Moraes.

Segundo ele, cerca de 700 pessoas participaram da assembleia desta quarta-feira. "Nós vamos manter a negociação. Esperamos responsabilidade do governo e do Metrô. O que eles têm feito é nos enrolar", completou Moraes.

Com AE

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