Metrô critica ameaça de 'greve inútil' e diz que sindicato quer fazer SP 'refém'

Metroviários marcaram paralisação para esta quinta-feira, 4 de outubro. Na quarta-feira (3), sindicato realiza nova assembleia para analisar possível proposta ou detalhes da greve

iG São Paulo |

O Metrô de São Paulo divulgou uma nota à imprensa nesta segunda-feira (01) em que critica a postura dos metroviários da capital, que marcaram greve para esta quinta-feira (04). Uma nova assembleia está marcada para quarta-feira (03), data final dada pela categoria para que seja apresentada uma nova proposta do governo.

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AE
acúmulo de passageiros em ponto de ônibus em frente à Estação Conceição (maio/12)

"A assembleia vai servir para avaliar eventual proposta que seja apresentada pelo Metrô ou, caso não tenha proposta, para organizar a greve", disse o diretor de comunicação do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Ciro Moraes. Como parte do processo de mobilização, será distribuída "carta aberta à população" na Sé, nesta terça-feira, a partir das 17h.

Segundo o Metrô, a empresa mantém sua disposição de negociar com os metroviários. No comunicado, a companhia afirma que "estranha a decisão, tomada por um grupo inexpressivo de sindicalistas, de precipitar uma greve inútil para a categoria e cruel para a população de São Paulo. Diante disso, caso a decisão do sindicato seja mantida, o Metrô fará o que estiver a seu alcance para proteger o direito dos usuários".

O Metrô ainda diz que lamenta a programação de uma nova greve na cidade e lembra que isso acontece com um intervalo menor que quatro meses  e às vesperas de uma eleição. "Programada para ser deflagrada a quatro dias das eleições municipais, e fora da data-base dos metroviários (maio), a greve, caso realizada, deixará sem transporte 4 milhões de passageiros. Prejudicará ainda o resto da população de São Paulo, com seus efeitos nefastos sobre o trânsito e, consequentemente, sobre os serviços essenciais prestados por policiais, bombeiros e socorristas. Além de paralisar a economia da maior cidade da América Latina, que, assim como a população, ficará refém dos interesses de uma minoria sindical".

Por fim, o Metrô afirma que não se nega a negociar com os sindicatos. Segundo a nota, "a empresa orgulha-se de ser uma das que têm a melhor média salarial do Estado - R$ 4.060,00 - além de uma extensa lista de benefícios oferecidos a todos os empregados, como uma das melhores assistências médicas do país, auxílio-creche-educação até os 7 anos de idade e participação nos resultados".

Os metroviários estão em estado de greve desde o último dia 13 e dizem que deram prazo para que o Metrô apresentasse proposta que agrade aos funcionários . Segundo o sindicato, a companhia não teria oferecido nenhuma nova proposta.

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