Metroviários de São Paulo discutem nova greve em reunião nesta quinta-feira

Encontro entre presidente de sindicato e representantes do Metrô está marcado para a tarde de hoje. Categoria irá apresentar reivindicações e pode realizar 2ª paralisação neste ano

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Acúmulo de passageiros em ponto de ônibus em frente à Estação Conceição (maio/12)

Os metroviários de São Paulo marcaram para a tarde desta quinta-feira reunião na qual poderão decidir se a categoria, em estado de greve desde o dia 13, cruza os braços pela 2ª vez neste ano . Segundo o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, hoje à tarde haverá um encontro entre o presidente da entidade, Altino de Melo Prazeres Júnior, e representantes do Metrô, na sede da companhia, para discutir alguns dos pedidos feitos pelos funcionários.

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Às 16h, os sindicalistas está marcado um protesto em frente ao prédio, que fica na rua da Boa Vista, 175, centro da cidade.Os metroviários, que também pararam em maio deste ano, depois de cinco anos sem greves, tem três reivindicações principais: querem que a participação nos lucros seja igual para todos os funcionários e que o pagamento seja antecipado de abril de 2013 para outubro deste ano; pedem a melhoria na jornada de trabalho e compensação das horas extras, além da equiparação salarial entre empregados com a mesma função.

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Um dos diretores da executiva do Metroviários-SP, Dagnaldo Gonçalves, acredita na possibilidade de governo e sindicato chegarem a um acordo nesta quinta. Se isso não ocorrer, porém, uma greve pode ser decretada na próxima quinta-feira (27), diz ele, quando será feita uma nova assembleia da entidade.

"Temos tudo para fechar um acordo, mas caso não seja apresentada proposta nenhuma, com certeza poderá haver uma greve", disse Gonçalves. A última greve dos metroviários, realizada no dia 23 de maio, foi acompanhada pela paralisação de funcionários das Linhas 11-Coral e 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Na ocasião, aproximadamente 3,5 milhões de passageiros foram prejudicados, sendo 2,7 milhões transportados por dia à época pelo Metrô e 850 mil, pelas linhas 11 e 12 da CPTM. As operações foram retomadas depois de o governo oferecer reajuste de 6,17% aos metroviários.

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