Viaduto atingido por incêndio em SP é interditado por tempo indeterminado

Segundo orgão da Prefeitura de São Paulo, incêndio causou a queda de placas de concreto e a desagregação do concreto estrutural, que podem comprometer a estabilidade do viaduto

iG São Paulo | - Atualizada às

O viaduto Orlando Murgel, que liga as avenidas Rio Branco e Rudge, na região central da capital paulista, atingido pelo incêndio que destruiu 80 barracos e deixou um morto da Favela do Moinho  nesta segunda-feira (17), foi interditado por tempo indeterminado pela Prefeitura de São Paulo.

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Agência Brasil
Barracos destruídos abaixo do viaduto Orlando Murgel, no centro da cidade, que foi interditado após o incêndio

Técnicos da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) realizaram uma vistoria preliminar dos danos causados pelo incêndio e foi constatada a necessidade de manter o local interditado até que seja feita uma avaliação técnica mais detalhada.

De acordo com a Siurb, a avaliação inicial verificou que houve desplacamento, que é a deslocação e queda de placas de concreto, e desagregação do concreto estrutural, que podem comprometer a estabilidade do viaduto. Ainda será analisado quais cargas móveis (autos, caminhões, ônibus) são suportadas pelo viaduto.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por contra da interdição do viaduto, também ficam interditadas a avenida Rudge, no sentido bairro/centro, por toda extensão; e a avenida Rio Branco, sentido centro/bairro, entre a alameda Glete e viaduto Orlando Murgel e o Vvaduto Orlando Murgel em ambos os sentidos. Os motoristas que utilizam a avenida Rio Branco, no sentido centro, deverão seguir pelas ruas Norma, Pieruccini Giannotti e Sérgio Tomás. No sentido bairro, deverão utilizar a avenida Duque de Caxias.

O incêndio

Agência Brasil
Moradores observam os destroços dos barracos atingidos pelas chamas na Favela do Moinho, nesta segunda-feira

Moradores da Favela do Moinho, na região central da capital paulista, enfrentaram na manhã desta segunda-feira o segundo incêndio em menos de um ano na comunidade. No acidente de hoje, uma morte foi registrada e mais 300 pessoas perderam suas casas, segundo cadastro da assistência social do município. Esse é o 33º incêndio de grandes proporções em favelas paulistanas este ano.

Um homem foi preso acusado de ter começado o incêndio. Fibelis Melo de Jesus, conhecido como Eliete, vivia uma união homoafetiva com Damião Melo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os dois se desentenderam e Jesus decidiu colocar fogo no próprio barraco, dando início ao incêndio na comunidade. O corpo de Damião foi encontrado carbonizado no local. 

As famílias dos 80 barracos atingidos foram cadastradas pelos agentes da Secretaria de Habitação e da Subprefeitura da Sé para receber auxílio-aluguel, a ser pago até o atendimento definitivo em unidade habitacional. Os agentes da Secretaria de Assistência Social distribuíram 277 colchões, 277 cobertores, 94 cestas básicas e 94 kits de higiene.

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