Obras em prédio interditado no Itaim podem durar até 40 dias, diz prefeitura

Moradores deixaram condomínio na quinta e foram para casa de familiares e hotéis da zona sul de SP. Subprefeitura diz que procedimentos emergenciais já foram iniciados

iG São Paulo | - Atualizada às

Engenheiros da Subprefeitura Pinheiros e da Defesa Civil acompanham o andamento das obras emergenciais realizadas no Edifício Ivany, prédio que foi interditado após tremores  na manhã de ontem (13), na zona sul de São Paulo. Segundo assessoria da subprefeitura, os procedimentos já foram iniciados e devem ser concluídos entre 15 e 40 dias.

O caso:  Após tremores, prédio é esvaziado e interditado na zona sul de São Paulo

Ainda de acordo com o órgão, alguns moradores do prédio, localizado na rua Desembargador Aguiar Valim, no Itaim-Bibi, foram para casa de amigos e parentes e os que alegaram não ter acomodações foram encaminhados para hotéis da região, custeados pelo Hospital São Luis.

AE
Prédio interditado pela Defesa Civil de São Paulo, nesta quinta-feira


Em nota, a Subprefeitura Pinheiros esclareceu que na terça-feira (11) foi chamada e esteve no local constatando que um pilar do subsolo apresentava estufamento. Na ocasião, foi efetuado o auto de intimação determinando o reforço da estrutura dos pilares da garagem.

Interdição

O prédio residencial foi interditado pela Defesa Civil por correr risco de desabamento. Segundo moradores, uma obra no estacionamento e em uma galeria, que fica no térreo do prédio, pode ser a causadora do problema. O edifício tem dois andares de loja e 14 andares ocupados por 29 apartamentos e fica atrás do Hospital São Luiz.

As obras são realizadas pela administradora do hospital, a Rede D'or, que comprou a galeria localizada ao lado da entrada do pronto-socorro, na avenida Santo Amaro. A interdição ocorreu após dois tremores serem sentidos por moradores do prédio nesta manhã.

Essa seria a segunda vez que ocorreram esses tremores. O primeiro teria acontecido há um mês e o moradores chegaram a deixar seus apartamentos por algumas horas. Mas desta vez a Defesa Civil decidiu evacuar e interditar o local.

Durante a tarde, os moradores, acompanhados de bombeiros e técnicos da Defesa Civil, puderam subir até os apartamentos e em poucos minutos recolher alguns documentos, objetos pessoais e roupas. Aproximadamente 30 famílias estão fora de suas residências.

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