Moradores deixaram edifício na quinta (13) e não sabem quando voltarão para casa. Defesa Civil informa liberação em 5 dias, mas hospedagem em hotel está confirmada até outubro

Prédio interditado pela Defesa Civil de São Paulo
AE
Prédio interditado pela Defesa Civil de São Paulo

Os moradores do Edifício Ivany, prédio interditado pela Defesa Civil após tremores na quinta-feira (13), na zona sul de São Paulo, não sabem ao certo quando poderão retornar para os seus apartamentos. Para a moradora Renata Rodrigues, de 39 anos, os números desencontrados da Defesa Civil e dos Bombeiros causam incerteza e incômodo em todos os vizinhos.

No final da noite de ontem (13), Renata e outros moradores foram encaminhados aos hotéis da região, custeados pelos Hospital São Luiz. Ao chegar ao hotel, na rua João Cachoeira, também no Itaim Bibi, ela descobriu que teria o direito de permencer hospedada pelo período de 30 dias. "Não sabia ao certo em quem acreditar. Quando deixei meu apartamento, os bombeiros falaram que eu voltaria em 5 a 8 dias. Aí chego no hotel e descubro que posso ficar lá por um mês", explicou.

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Muitos moradores optaram por ficar na casa de amigos e familiares. A mãe de Renata, por exemplo, teve que ficar na casa de sua irmã já que possui dois cachorros e o hotel não permite a entrada de animais domésticos. "Poucos foram enviados ao hotel devido ao avanço das horas (o voucher do hotel foi disponibilizado por volta das 22h). Imagina ficar em pé e sem notícias do que fazer desde o início da manhã? Cada um tentou encontrar uma solução para si."

Ela contou ainda que, assim como todos os vizinhos, teve apenas dez minutos para retirar roupas, documentos e objetos pessoais. "Consegui pegar três calças jeans, três camisas, um tênis, um sapato social e minha escova de dentes. É o que tenho. Durante a correria, ficou um bombeiro na porta do meu apartamento e ele me apressava. Foi uma loucura."

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Previsão

Em nota, a Subprefeitura Pinheiros informou nesta manhã que as obras emergenciais no Edifício Ivany já foram iniciadas e devem ser concluídas entre 15 e 40 dias. Procurada pela reportagem, a assessoria da Defesa Civil disse não conseguir dar alguma previsão já que toda a equipe responsável estava no local e acompanhava os trabalhos.

Ontem (13), após a interdição, o órgão informou que o prédio seria monitorado 24 horas por dia por engenheiros do departamento e por bombeiros. Para os técnicos do orgão, a interdição do edifício duraria aproximadamente cinco dias. 

Interdição

O prédio residencial foi interditado por correr risco de desabamento . Segundo moradores, uma obra no estacionamento e em uma galeria, que fica no térreo do prédio, pode ser a causadora do problema. O edifício tem dois andares de loja e 14 andares ocupados por 29 apartamentos e fica atrás do Hospital São Luiz.

Essa seria a segunda vez que ocorreram esses tremores. O primeiro teria acontecido há um mês e o moradores chegaram a deixar seus apartamentos por algumas horas. Mas desta vez a Defesa Civil decidiu evacuar e interditar o local.

Durante a tarde, os moradores, acompanhados de bombeiros e técnicos da Defesa Civil, puderam subir até os apartamentos e em poucos minutos recolher alguns documentos, objetos pessoais e roupas. Aproximadamente 30 famílias estão fora de suas residências.

As obras são realizadas pela administradora do hospital, a Rede D'or, que comprou a galeria localizada ao lado da entrada do pronto-socorro, na avenida Santo Amaro. A interdição ocorreu após dois tremores serem sentidos por moradores do prédio nesta manhã.

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