Tiroteio entre policiais termina com um investigador morto em São Paulo

Falta de comunicação resultou em conflito entre equipes de diferentes delegacias que investigavam o mesmo crime; agentes são do 90º DP e do Deic

Agência Estado | - Atualizada às

Agência Estado

A falta de comunicação entre duas equipes de investigadores da Polícia Civil resultou, na noite de quarta-feira (12), na morte de um deles durante um tiroteio entre os policiais no Terminal Rodoviário de Cargas Fernão Dias, localizado próximo à rodovia, na região do parque Edu Chaves, na zona norte da capital paulista.

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Há menos de dois anos na polícia, Leonardo Andrés Rodrigues Aguiar, de 28 anos, investigador do 90º DP, do Parque Novo Mundo, foi ferido por sete tiros disparados por agentes da Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas (Divecar), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Encaminhado para o pronto-socorro da Vila Maria, o policial não resistiu aos ferimentos e morreu.

Edu Silva/Futura Press
Equipes do Deic e do 90º DP investigavam o mesmo crime na zona norte de São Paulo


Segundo o delegado Edvaldo Faria, Leonardo e um outro investigador da mesma delegacia, estavam de campana na rua Irineu Portela, no terminal, esperando pelo eventual aparecimento de criminosos responsáveis pelo roubo de um caminhão, abandonado no local, quando perceberam que um grupo de desconhecidos se aproximou do veículo de carga.

Os desconhecidos na verdade eram quatro agentes da Divecar que estavam de campana, investigavam o mesmo crime, porém ao lado da vítima, e resolveram abrir o caminhão ao perceberem que nenhum suspeito havia aparecido até aquele momento. Leonardo e o colega dele, ao verem o grupo abrindo o caminhão, realizaram a abordagem, acreditando que iriam prender enfim os criminosos.

Teve início então o tiroteio entre os policiais civis. Um dos agentes da Divecar foi baleado de raspão. Leonardo foi baleado. O incidente envolvendo os investigadores do Parque Novo Mundo e da Divecar será apurado pela Corregedoria da Polícia Civil. "Foi um infortúnio. Existe sim comunicação entre os policiais, não geralmente num caso como esse.", disse o delegado Faria.

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