'Quem não reagiu está vivo', afirma Alckmin sobre ação da Rota em São Paulo

Governador de São Paulo disse que suspeitos que decidiram se entregar foram presos. Operação com agentes da Rota matou nove pessoas, nesta terça-feira, em Várzea Paulista

iG São Paulo | - Atualizada às

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin , defendeu na manhã desta quarta-feira a operação dos agentes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) que matou nove pessoas e prendeu cinco em uma chácara em Várzea Paulista, a 50 km da capital paulista.

A ação:  Policiais da Rota matam nove suspeitos em troca de tiros da Grande SP
Transferência:  Presos durante ação da Rota  são levados para presídio

MARIO ÂNGELO/SIGMAPRESS/AE
Movimentação no local onde agentes da Rota entraram em confronto suspeitos de integrar quadrilha, em Várzea Paulista

Em entrevista a rádio CBN, Alckmim afirmou que a quantidade de armas apreendidas e a prisão de suspeitos que não teriam reagido legitimam a ação. "Duas coisas são importantes. Quem não reagiu está vivo. Em um carro tinha quatro (pessoas), dois morreram e dois estão vivos porque se entregaram. E no DHPP, a resistência seguida de morte tem investigação. A própria Polícia Militar e o DHPP investigam. Está claro neste episódio que nós tínhamos um grande número de criminosos, com armamentos extremamente pesados, participantes de uma facção criminosa, e que a polícia surpreendeu a todos eles".

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informa que durante a ação, os policiais apreenderam duas espingardas calibre 12, uma metralhadora, 9 pistolas e maconha, que estava dentro de uma geladeira. A polícia ainda teria encontrado dinamite e granadas. Entre os envolvidos, pelo menos seis já teriam sido identificados e possuem passagens pela polícia.

Para comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberval Ferreira França, a ação da Rota foi acertada porque era o que deveria ser feito diante de um "tribunal do crime". "Todos os indicativos atestam uma ação legítima", afirmou. 

Ele reforçou ainda que a operação foi motivada por uma denúncia anônima e negou que o episódio seja uma reação aos casos de execução de policiais. De acordo com comandante, os membros da corporação estão sempre preparados para retaliações do crime organizado.

Rafa Von Zuben/Futura Press
Área de galpão dentro da chácara na Grande São Paulo; paredes e chão possuem marcas de tiro

A ação

Segundo informações da SSP, a denúncia anônima que informava que "integrantes de uma quadrilha fariam uma espécie de tribunal” em uma chácara de Várzea Paulista, levou dois pelotões da Rota, com 40 policiais em 10 viaturas, até o local. 

Os agentes da Rota, segundo a PM, chegaram ao endereço por volta de 16h30 e viram dois carros fugindo em direções opostas e em alta velocidade. Uma parte dos policiais ficou no local e a outra foi atrás dos veículos. Os criminosos dos dois carros teriam atirado contra os policiais, que revidaram. Em um dos veículos, dois suspeitos morreram e outro acabou preso. No outro carro, dois morreram e dois foram presos. Na chácara também houve confronto. Cinco foram detidos e cinco morreram.

A mãe, o irmão, o padrasto e a vítima de estupro - uma menina de 12 anos - foram detidos quando saíam da chácara. Dentro do local foi achado o corpo do acusado de estupro - a perícia técnica vai determinar de qual arma saíram os tiros que o mataram.

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