Incêndio em favela pode ter sido intencional, diz Kassab

Prefeito diz que fogo no chamado Morro do Piolho pode ter sido provocado, mas Defesa Civil afirma não ter informações sobre a suspeita

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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou nesta sexta-feira que há a possibilidade de que o incêndio na Favela Sônia Ribeiro tenha sido intencional. "Lá existe até a suspeita de que o incêndio possa ter sido provocado, como, aliás, foi identificado em outros casos", disse.

Kassab citou o incêndio na Favela do Moinho, no centro, que, segundo ele, foi causado por uma pessoa com deficiência mental. "Isso acontece, infelizmente." A reportagem procurou a Defesa Civil, que afirmou não ter informações sobre a suspeita.

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Morador deixa área incendiada de favela da zona sul de São Paulo (03/09)

O 27.º Distrito Policial (Campo Belo) investiga o caso, mas o delegado responsável pelo inquérito não foi localizado ontem (quinta).

O incêndio foi o 32º em favelas em São Paulo neste ano, o que alimenta boatos entre os próprios moradores e nas redes sociais de que haja casos provocados intencionalmente.

Auxílio-aluguel

A Secretaria Municipal de Habitação informou ontem que as 285 famílias que perderam suas casas devem ganhar apartamentos, que serão construídos com dinheiro da Operação Urbana Água Espraiada. Enquanto isso, porém, eles receberão auxílio-aluguel de R$ 300.

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Como muitos contratos de aluguel exigem que parcelas sejam pagas antecipadamente, os desabrigados receberão R$ 900 de uma só vez. Como ficaram sem casa, eles podem passar na frente na fila da operação urbana e receber os primeiros apartamentos, quando ficarem prontos. Mil unidades estão na fase final. O lote 1 contemplará as comunidades de Corruíras, Estevão Baião e Jardim Edite.

A Favela Sônia Ribeiro deve ser retirada do local no futuro, para a criação de um parque linear, onde serão construídas 4 mil unidades habitacionais. Grande parte do terreno da favela fica em área municipal.

Segundo a Prefeitura, outras 4,5 mil unidades serão construídas na região próxima da Avenida Ricardo Jafet, também na zona sul da cidade. Pela legislação municipal, as famílias retiradas do local devem ser encaminhadas para um lugar próximo.

A Secretaria de Habitação não informou o prazo para que todas as pessoas estejam vivendo em suas próprias moradias.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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