Polícia prende oito suspeitos de ligações com PCC em São Paulo

Flagrantes ocorreram após acidente, reunião e abordagem policial nas zonas sul e leste. Um dos presos é acusado de participar de morte de PM em junho deste ano

iG São Paulo | - Atualizada às

Em três flagrantes realizados pela Polícia Militar, dois deles na zona sul e outro na zona leste da cidade de São Paulo, um total de oito homens, todos suspeitos de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foram detidos na noite desta segunda-feira (3). Quatro armas da PM, drogas e munições foram apreendidas pelos policiais.

Um dos flagrantes ocasionou a prisão de um homem identificado como Evaldo Neris Santana, de 31 anos. Ele foi preso às 21h em posse de cinco armas, quatro delas da PM, ao tentar escapar de uma blitz e se envolver em um acidente na avenida Calim Eid, no Jardim Popular, região da Penha, na zona leste da capital.

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Um das prisões foi realizada em uma possível reunião do PCC, na zona sul da capital, após denúncia

As armas que Evaldo portava eram pistolas calibre ponto 40, quatro delas com o brasão da PM. O bandido estava em uma motocicleta e tentou fugir ao ver uma blitz da PM. Os policiais perceberam e iniciaram a perseguição. Evaldo perdeu o controle da moto e bateu contra um veículo de passeio, sofrendo fratura exposta em uma das pernas. Os policiais o encaminharam ao Hospital Municipal Doutor Cármino Caricchio, do Tatuapé.

As armas, possivelmente roubadas, estavam dentro da mochila do criminoso. A polícia agora irá apurar a participação de Evaldo em casos de assassinato de policiais militares ou roubos praticados contra PMs. Ele foi autuado em flagrante no 24º DP, da Ponte Rasa.

Homicídio

Outro homem, suspeito de participar da morte de um policial militar no dia 22 de junho deste ano, foi preso, no início da noite, na região de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista, por policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota).

Agentes do Serviço de Inteligência da Polícia Militar, em posse de alguns dados da suposta localização do criminoso, às 18h repassaram os dados para a equipe da Rota. Os policias foram à Estrada do Jaceguava, na região de Parelheiros, e abordaram um Peugeot 307 ocupado por um casal. Ao volante estava Ronaldo Amaral Gaspar, de 32 anos. A mulher, que seria sua amante, acabou liberada.

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Armas apreendidas na mochila de Evaldo Neri Santana após furar blitz em SP

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Durante vistoria no veículo, que não tem queixa de roubo ou furto e está no nome da mulher de Gaspar, os policiais encontraram quatro tijolos de maconha no compartimento onde é guardado o estepe. No porta-luvas havia cinco munições, de pistola ponto 40, calibre 9 mm e de espingarda calibre 12. Após confessar ser o dono da droga e das munições, Ronaldo também assumiu sua participação no assassinato.

Segundo os policiais militares, Amaral afirmou que não foi o autor dos disparos que atingiram o soldado Osmar dos Santos Ferreira, que era lotado no 16º Batalhão, cuja sede fica no Rio Pequeno, na zona oeste da cidade. O soldado foi morto com vários tiros às 5h30 da manhã do dia 22 de junho , quando ia para o trabalho.

Fechado por um Space Fox prata, ocupado por quatro homens, entre eles Ronaldo, que estava ao volante, o policial foi baleado e morreu. A função do criminoso era apenas dirigir o veículo e dar um sumiço no carro e guardar as armas da quadrilha. Após ser preso, Ronaldo foi encaminhado para o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) e autuado em flagrante por tráfico e porte de munições.

Os dados da prisão do criminoso serão transmitidos para a Corregedoria da Polícia Militar e para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ronaldo é o segundo integrante da quadrilha a ser preso. Um dia após o assassinato do soldado Osmar Ferreira, policiais militares da Força Tática do 50º Batalhão detiveram, na Rua Geraldo Honório da Silva, no Jardim Reimberg, também região de Parelheiros, outro homem acusado de participar do crime já havia sido encontrado pela polícia.

Reunião

No momento em que se reuniam, seis homens suspeitos de pertencerem ou terem ligação com o PCC foram detidos, por volta das 20h30, no interior de uma das casas da rua Ricardo Brosca, no Jardim Horizonte Azul, região do Jardim Ângela, na zona sul da capital paulista, após PMs receberem uma denúncia anônima sobre a existência de um desmanche no local.

Os policiais acreditam que havia mais pessoas no interior da residência, pois, quando os sete foram dominados, parte tentava fugir pelos fundos da casa. Vários tiros foram disparados contra os policiais, que não revidaram. Dentro da casa foram encontrados um revólver calibre 38, quatro porções de maconha, o estatuto da facção e um caderno com anotações de valores arrecadados e cobrados pela facção junto aos criminosos que a formam.

Cinco dos seis detidos, segundo a PM, já têm passagem pela polícia. O imóvel é alugado. A maioria dos jovens flagrados pelos policiais tem mais de 20 anos de idade. O grupo foi encaminhado para a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na zona norte da capital paulista. 

*com informações da AE

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