Após quase 4h, manifestantes liberam pistas da Régis Bittencourt em São Paulo

Moradores de área que sofre processo de desapropriação na Grande São Paulo fecharam as pistas nos dois sentidos da rodovia, na altura de Embu das Artes, nesta terça-feira

iG São Paulo | - Atualizada às

Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e moradores de um área ocupada conhecida como 'Novo Pinheirinho', em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, bloquearam nesta terça-feira (04), por quase 4 horas, as duas pistas da rodovia Régis Bittencourt, no trecho que faz parte do Rodoanel Mario Covas, para protestar contra os prazos para a desocupação do terreno.

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Gabriela Bilo/Futura Press
Moradores fecham a rodovia Régis Bittencourt e colocam fogo em pneus, nesta terça-feira, na Grande São Paulo

Os manifestantes colocaram fogo em pneus e fecharam os dois sentidos da rodovia. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi para o local para o atendimento a ocorrência. Durante a manifestação, a polícia não repreendeu os manifestantes.

Mais:  Governo e sem-teto assinam acordo sobre ocupações na Grande São Paulo

Segundo a concessionária que administra a rodovia, a rodovia foi liberada, nos sentidos São Paulo e Curitiba, no km 279, na região de Embu das Artes, pouco antes das 20h. A rodovia estava bloqueada devido a presença de pessoas na pista. A pista sentido Curitiba chegou a ter seis quilômetros de retenção. No sentido São Paulo, o tráfego ficou lento por 11 quilômetros.

De acordo com a MTST, a manifestação ocorreu por conta da demora no cumprimento dos compromissos firmados pelo governo em relação a esta ocupação . O protesto terminou depois que as lideranças foram informadas de que o secretário estadual de Habitação, Silvio Torres, vai receber os líderes na próxima terça-feira, às 11 horas. 

Moradias

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Habitação e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) informaram que a área invadida, onde serão construídas 1,3 mil moradias populares, pertence à CDHU. Decisão judicial, em favor de ambientalistas, impedem o início das obras. A CDHU já recorreu da decisão.

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