Justiça absolve acusado de manter mulher em cativeiro no interior de SP

Juiz entendeu que aposentado e amante procuravam cuidar da mulher, portadora de esquizofrenia, na medida dos seus recursos

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O juiz da 3ª Vara Criminal de Sorocaba, Hugo Leandro Maranzano, absolveu o aposentado João Batista Groppo, de 64 anos, acusado de manter sua mulher , Sebastiana Aparecida Groppo, da mesma idade, em cativeiro em sua própria casa.

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Divulgação
Idosa foi mantida presa em um porão pelo ex-marido

De acordo com a denúncia, a mulher, que tem problemas mentais, estava presa havia nove anos num porão e recebia a comida através de uma grade na porta. Uma ação da Polícia Civil em janeiro do ano passado libertou Sebastiana, que foi encaminhada para um hospital, e prendeu Groppo. A amante do aposentado, que morava com ele na casa e também foi acusada dos crimes, foi igualmente absolvida.

O juiz entendeu que o casal procurava cuidar da mulher, enferma havia nove anos, na medida dos seus recursos. A sentença acatou a tese da defesa, de que Maria Aparecida era portadora de esquizofrenia e precisava ficar fora do convívio familiar por ser agressiva. O quarto ficava desprovido de conforto, como chuveiro, lâmpadas, lençóis e utensílios, porque a mulher poderia se ferir.

De acordo com o advogado José Paulo Lopes, que defendeu Groppo, a Justiça entendeu que o Estado não oferecia à paciente o tratamento adequado, não dispondo de vagas em hospitais especializados. A família só conseguiu internar a mulher após o caso tornar-se público.

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