Promotor que matou três no interior de São Paulo é condenado

Wagner Grossi estaria com sinais de embriaguez e em alta velocidade quando causou o acidente na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), em Araçatuba

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O promotor de Justiça Wagner Juarez Grossi, de 47 anos, foi condenado a uma pena de 4 anos de detenção, em regime inicial aberto, por ter provocado um acidente de trânsito que resultou na morte de três pessoas, em outubro de 2007, em Araçatuba, no interior de São Paulo. A decisão, tomada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi publicada na última quarta-feira.

O TJ também determinou a suspensão da carteira de habilitação de Grossi por 4 anos. Na sentença, os desembargadores substituíram a pena de detenção por prestação de serviço à comunidade pelo mesmo período. O trabalho comunitário, conforme o TJ, deverá ser realizado em uma instituição beneficente de Araçatuba, a ser indicada pelo Juízo das Execuções local.

O promotor ainda foi condenado a pagar uma indenização no valor de R$ 15 mil às famílias de duas vítimas do acidente. Grossi, que depois do acidente foi transferido para São Paulo, não foi localizado pela reportagem para comentar a decisão.

Mortes

O acidente aconteceu na noite de 7 de outubro de 2007 na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), em Araçatuba. Segundo apurou o inquérito policial e depois o processo na Justiça, o promotor estaria com sinais de embriaguez e em alta velocidade. Na época, a defesa do promotor contestou essas informações. Após o acidente, Grossi só não pôde ser preso em flagrante por pertencer ao Ministério Público.

O acidente aconteceu depois que o promotor, que trafegava com uma caminhonete Ranger, invadiu a contramão e bateu de frente em uma motocicleta onde estavam as três vítimas. A moto era conduzida por Alessandro da Silva Santos, de 27 anos. Na garupa estavam sua mulher, Alessandra Alves, de 26 anos, e o filho do casal, Adriel Rian Alves, de 7 anos. Os três morreram no local.

No carro do promotor foram encontradas latas de cerveja e a polícia relatou que o suspeito tinha "hálito etílico". O promotor foi denunciado pela Procuradoria-Geral de Justiça ao Tribunal de Justiça por triplo homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Um ano depois do acidente, o Conselho Superior do Ministério Público removeu, compulsoriamente, Wagner Grossi de Araçatuba para São Paulo.

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