Estudantes da FMU protestam em rua do Itaim Bibi após morte em sala de aula

Aluna de Ciências Contábeis Angelita Pinto morreu após ter ter um mal súbito em sala de aula na noite desta quinta-feira

iG São Paulo |

Alunos do câmpus Itaim Bibi da universidade Faculdades Unidas Metropolitana (FMU) realizaram um protesto na rua Iguatemi, zona sul da São Paulo, na noite desta sexta-feira (24), após a morte em sala de aula da estudante universitária Angelita Pinto, de 28 anos, aluna do 1º semestre do curso de Ciências Contábeis, na noite de quinta-feira (23).

Ricardo Porto Ferro
Estudantes protestam na rua Iguatemi, em frente a FMU do Itaim Bibi

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Acompanhados a distância pela Polícia Militar, os estudantes protestaram contra a demora no atendimento da aluna após ela sofrer um mal súbito depois do intervalo de das aulas. Angelita tinha um problema de arritmia cardíaca e não estava tomando remédio por orientação médica. 

No protesto, os estudantes chegaram a fechar a rua Iguatemi. A rua é paralela a avenida Faria Lima, uma das mais movimentadas da região. Acompanhe o trânsito em São Paulo .

O caso

Pelo boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, Angelita passou mal às 21h30 e a ambulância só chegou às 22h12. A Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, informou que o Samu foi acionado às 21h46 e chegou ao local às 22h05, ou seja, 19 minutos depois.

Por meio de nota, a secretaria informou que, "desde a chamada até a chegada da ambulância ao local, o atendente permaneceu na linha com o solicitante passando as orientações de como deveria conduzir a situação até a chegada da equipe ao local".

Angelita foi atendida pela equipe do Corpo de Bombeiros, que chegou primeiro ao campus da universidade. Segundo a corporação, foi registrado um chamado de socorro para vítima com problemas cardíacos às 21h49. A equipe teria deixado a base às 21h51 e chegado ao local 21h56, onde foi constatada a morte da estudante.

O caso foi registrado no 14º DP, de Pinheiros, pelo delegado Pedro Ivo, como morte suspeita e omissão de socorro, mas foi transferido para o 15º DP, que é mais próximo a faculdade. Segundo o delegado Paul Henry Bozon Verduras ainda é cedo para apontar culpados ou responsáveis pela suposta omissão de socorro. "Agora é um momento de calma . É normal a sociedade buscar os responsáveis, mas é cedo para apontar culpados. Vamos respeitar o momento da família e começar a série de depoimentos na próxima semana", disse.

Procurada pela reportagem do iG , a FMU enviou um comunicado lamentando a morte da estudante e detalhando a ordem cronológica dos fatos. Também informou que tem 2 mil alunos matriculados e que possui um desfibrilador com inspetores habilitados a usá-lo. O aparelho emite choques elétricos que podem retomar as batidas do coração de quem sofreu parada cardiorrespiratória. De acordo com a legislação municipal, ele é obrigatório em locais com frequência média superior a 1,5 mil pessoas por dia (não há, de acordo com a lei, a obrigatoriedade de existência de ambulatórios em instituições de ensino).


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