"É cedo para apontar culpados", diz delegado sobre morte de universitária

Policiais fizeram verificações nas instalações do prédio da FMU nesta sexta-feira. Delegado começará a ouvir funcionários da universidade e familiares de Angelita na próxima semana

Carolina Garcia - iG São Paulo | - Atualizada às

O delegado titular do 15º DP, Paul Henry Bozon Verduras, afirmou nesta sexta-feira (24) que ainda é cedo para apontar culpados ou responsáveis pela suposta omissão de socorro, que teria ocasionado a morte da estudante Angelita Pinto Simões Caldas, de 28 anos , em uma sala de aula das Faculdades Unidas Metropolitana (FMU), câmpus Itaim Bibi, na rua Iguatemi, zona sul da São Paulo. Responsável pelas investigações, o delegado afirmou que os envolvidos no caso serão ouvidos a partir da segunda-feira (27).

HÉLIO TORCHI/AE/AE
Universitária Angelita Pinto, de 28 anos, com o marido

O caso:  Aluna morre em sala de aula após esperar 42 minutos por socorro, diz família
FMU Itaim: Alunos citam falta de estrutura para atendimentos emergenciais

"Agora é um momento de calma. É normal a sociedade buscar os responsáveis, mas é cedo para apontar culpados. Vamos respeitar o momento da família e começar a série de depoimentos na próxima semana." Ele acredita que os primeiros a serem ouvidos serão os representantes do câmpus Itaim e o professor que dava aula quando Angelita apresentou mal estar.

Os depoimentos devem ocorrer durante a semana. A partir de terça-feira (28), os familiares da universitária serão convidados a falar. Eles serão chamados para dar esclarecimentos sobre o quadro de arritmia cardíaca. A amiga de Angelita que acompanhava a vitima durante a espera do atendimento também será ouvida.

No início da tarde de hoje, agentes do 15º DP foram enviados ao câmpus da universidade. Lá eles analisariam a estrutura da escola e solicitariam a imagem das câmeras de segurança. "Precisamos investigar se houve omissão de socorro e, caso tenha acontecido, descobriremos a razão. Muitas vezes, em situações com vítimas cardíacas, as pessoas não se sentem seguras para agir."

O fato da escola não possuir plantão emergencial para atendimento médico não faz parte da esfera criminal. Segundo o delegado, a família pode usar isso durante processo em indenização.

    Leia tudo sobre: universitáriaFMU ItaimAngelita Pinto

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG