Marinha culpa cinco por morte com moto aquática em Bertioga

Grazielly Lames, de 3 anos, foi atingida pelo veículo desgovernado no sábado de carnaval. Familiares do adolescente de 13 anos, que deu a partida, foram responsabilizados

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Grazielly Lames foi atingida em praia de Bertioga

Um inquérito administrativo aberto pela Marinha responsabiliza cinco pessoas pela morte de Grazielly Lames, de 3 anos, atropelada por uma moto aquática desgovernada no sábado de carnaval, após a partida ter sido dada por um adolescente de 13 anos. A informação foi dada pela tenente Roberta Lopes Antônio, da Capitania dos Portos.

Ela e mais 18 testemunhas prestaram depoimento ontem no Fórum de Bertioga, na primeira audiência sobre o caso. A tenente informou que a investigação do caso pela Marinha já foi concluída, em um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), e o processo foi encaminhado ao Tribunal Marítimo.

São responsabilizados pela tragédia: o empresário José Augusto Cardoso Filho, padrinho do adolescente e proprietário do veículo; Thiago Veloso, dono da marina; o mecânico Aílton Bispo de Oliveira, responsável pela manutenção; a madrinha do menino, Ana Júlia Campos Cardoso, e a mãe do acusado, que não teve o nome divulgado. Todos negam responsabilidade no caso.

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As penas previstas vão da aplicação de uma multa até a cassação da habilitação para conduzir veículos aquáticos. Os três primeiros já foram indiciados pela polícia por homicídio culposo (sem intenção). Outro acusado é o caseiro, Elivaldo de Moura, que teria ajudado o menino a levar o jet ski até a praia. Já os dois adolescentes envolvidos poderão ser submetidos a medidas socioeducativas.

Ontem, o relato mais emocionado foi o da mãe de Grazielly, Cirleide Rodrigues Lames, de 24 anos. Ela denunciou a demora de 40 minutos para a chegada dos paramédicos e a falta de estrutura do Hospital Municipal de Bertioga, cidade onde aconteceu a tragédia.

Cirleide também criticou o atendimento na Praia de Guaratuba. A menina chegou a ser socorrida em um helicóptero da PM. "Se fosse um lugar mais bem estruturado, talvez minha filha fosse salva." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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