Justiça de São Paulo reduz pena e Cabo Bruno pode ser solto nesta quinta-feira

Acusado de comandar um grupo de extermínio em São Paulo foi condenado a mais de 117 anos de prisão em setembro de 1983, mas por bom comportamento poderá ser libertado

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Acusado de matar ao menos 50 pessoas, o ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, o Cabo Bruno, teve sua pena reduzida e pode ser solto, conforme informações divulgadas nesta quinta-feira (23) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Cabo Bruno ficou conhecido na década de 1980, quando estaria no comando de um esquadrão da morte. Depoimentos afirmam que a maioria eram bandidos da periferia da zona sul de São Paulo. Relembre abaixo:

O indulto pleno, determinado na quarta-feira pela 2ª Vara de Execuções de Taubaté, no interior do Estado, declara extintas as penas privativas de liberdade e concede o alvará de soltura. De acordo com a sentença, o Cabo Bruno foi condenado a 117 anos, quatro meses e três dias de reclusão. O agente militar foi preso em 26 de setembro de 1983 e deve ser solto nos próximos dias, após ter cumprido 28 anos da pena.

O advogado Oliveira, Fábio Tondati Ferreira Jorge, afirmou que o ex-policial militar pretende sair ainda nesta quinta-feira e ir direto para sua residência, sem informar a localização. Segundo Tondati, seu cliente foi exonerado do cargo e pretende viver vendendo quadros.

Durante o período de reclusão, a Justiça registrou três fugas, sendo a última recaptura em maio de 1991. Após cumprir 20 anos de prisão ininterrupta, o acusado adquiriu o direito de indulto, afirma o documento, no dia 29 de maio de 2011. Conforme a decisão, Oliveira se comportou bem durante o cumprimento da pena, sem cometer faltas disciplinares. O documento é assinado pela juíza Marise Terra Pinto Bourgogne de Almeida.

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