Interditados lotes de mortadela e milho verde suspeitos de contaminação

Há suspeita que produtos possam ter causado botulismo em família no interior de São Paulo. Proibição de venda foi deferida pela vigilância sanitária do Estado de São Paulo

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A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo interditou, nesta quinta-feira, um lote de mortadela suspeito de ter contaminado uma família no interior de São Paulo, diagnosticada com botulismo. A determinação cautelar foi publicada no Diário Oficial. Junto com o alimento, da marca Estrela, foi interditado também um lote de milho verde em conserva, da marca Quero.

As interdições impedem a venda dos produtos em todo o Estado de São Paulo e foram deferidas pelo Centro de Vigilância Sanitária do governo do Estado. A proibição da comercialização dos lotes segue, ao menos, até a conclusão das análises das amostras dos produtos recolhidas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, na capital paulista.

As investigações começaram após quatro pessoas de uma mesma família, moradoras de Santa Fé do Sul, a 620 quilômetros de São Paulo, terem sido diagnosticadas com botulismo. A doença é causada pela bactéria Clostridium botulinum, presente em alimentos mal conservados, principalmente nos enlatados, em conserva e embutidos. O último registro da doença em São Paulo foi em 2009, de acordo com a Secretaria da Saúde. Desde o ano de 1997, quando a doença passou a ser de notificação compulsória, o Estado de São Paulo registrou 22 casos, dos quais cinco mortes.

Contaminação

No último dia 19, a intoxicação de uma família inteira exigiu uma megaoperação da Polícia Militar. As quatro pessoas apresentaram sintomas de vômito, diarreia, dificuldade de locomoção e visão embaçada. Como o quadro piorou rapidamente, os médicos da região puderam identificar a doença. O botulismo só pode ser tratado com um soro específico que é disponibilizado em poucos locais. O mais próximo, neste caso, estava na capital paulista. Foi então que entrou em ação a Polícia Militar, que usou um helicóptero para transportar o soro até o hospital onde a família estava internada.

A família já está fora de perigo. Pai e mãe já haviam deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, na quarta-feira, os dois filhos do casal também foram transferidos para um quarto da Santa Casa local.

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