Com 10% umidade relativa do ar, SP repete índice de dia mais seco da história

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a umidade relativa do ar chegou a 10% na estação do Mirante de Santana. Com o fim da tarde, índice começou a subir

iG São Paulo | - Atualizada às

A capital paulista registrou novamente o dia mais seco da história nesta terça-feira. Por volta das 16h20, a umidade relativa do ar chegou a 10% no Mirante de Santana, na zona norte da cidade, pela medição automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O índice de 10% era a menor taxa registrada pelo pelo Inmet na estação da zona norte, no dia 14 de agosto de 2009. A cidade de São Paulo entrou em estado de emergência, segundo a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil.

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AE
Camada de poluição que encobre São Paulo é vista a partir da zona norte da cidade na manhã desta terça-feira. Tempo seco dificulta a dispersão dos poluentes na atmosfera




Além dos 10% no Mirante de Santana, a cidade registrou 9% de umidade relativa do ar no aeroporto de Congonhas, que não é o ponto oficial de medição do Inmet. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que a umidade fique acima dos 60% para o bem-estar do ser humano. Por volta das 17h40, o menor índice em São Paulo estava em torno de 20%.

Na capital não chove desde o dia 1º deste mês e segundo previsão dos meteorologistas do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), não há expectativa de chuvas para esta semana. Segundo Marcelo Schneider, meteorologista do Inmet, apesar de mais de um mês sem chuvas significativas, agosto deste ano não deve ser o mais crítico, já que há previsão de chuviscos para o próximo fim de semana e de chuva, no início da próxima semana.

Em 2010, foram registrados 0,4 milímetro de precipitação (chuva) no mês de agosto. Em 2011, foram 45,2 milímetros e, até agora, em 2012, só choveu 0,3 milímetro em agosto. “Vai haver uma virada no tempo no final de semana e temos previsão de chuva, de segunda a quarta-feira”. De acordo com o meteorologista, agosto é normalmente o mês mais seco do ano.

Schneider explicou que, neste agosto, o grande problema não está sendo o nível de umidade do ar e, sim, a quantidade de dias sem chover, já que, desde 18 de julho, não chove significativamente. “Sem chuva, o ar fica muito poluído na cidade e, com o bloqueio atmosférico, que é quando a frente fria não consegui vir do Sul do país, o ar fica parado”. Ele destacou que, com o ar parado, fica mais perceptível a poluição local e das queimadas que vêm do interior.

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O meteorologista ainda explica que a umidade fica baixa não só devido à falta de chuvas, mas porque o vento está soprando do norte, o que faz com que a umidade caia muito. “Esse vento vem na região central do Brasil. Quando vem do leste, traz a brisa marítima e a umidade aumenta um pouco”.

As temperaturas variam entre 13º celsius (°C) e 27 °C, com o sol forte durante todo o dia, o que não deve mudar até sexta-feira (24), quando aumenta a nebulosidade. No interior do estado, também não deve chover e as máximas devem chegar a 28 °C.

Para amenizar os efeitos negativos do tempo seco, a recomendação é ingerir bastante líquido, não fazer exercícios físicos entre as 10h e as 17h, período em que a umidade do ar fica mais baixa, deixar um recipiente com água ou um pano molhado no quarto antes de dormir, não usar o umidificador elétrico por muitas horas seguidas, para evitar que o ambiente fique muito úmido e cause mofo e bolor, lavar as narinas com soro fisiológico ou fazer inalações com o produto, manter os ambientes arejados e livres de tabaco e poeira, evitar frequentar lugares fechados em que haja grande concentração de pessoas.

* Com Agência Brasil

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