Polícia busca oito suspeitos de colocar bomba em refém para assalto em SP

Empresária foi obrigada a carregar supostos materiais explosivos em assalto a joalheria da rua Oscar Freire, na zona sul de São Paulo, nesta sexta-feira

iG São Paulo |

A Polícia Civil de São Paulo busca pelo menos oito suspeitos de terem participado do assalto, nesta sexta-feira (17), que usou uma empresária feita refém, carregando supostas bombas, para roubar uma joalheria na rua Oscar Freire , nos Jardins, na zona sul de São Paulo. De acordo com a vítima, nenhum dos integrantes do grupo parecia estar armado.

O caso:  Assaltantes usam refém com suposta bomba para assaltar joalheria

AE
A empresária Márcia Pellegrini, de 31 anos, que foi feita refém por criminosos nesta sexta-feira, em São Paulo

A ação aconteceu por volta das 13h. No momento do assalto, havia quatro funcionários e dois clientes na joalheria. A empresária Márcia Pellegrini, de 31 anos, foi capturada quando ia buscar os filhos na escola. Segundo ela, dois homens fecharam seu carro, um Volkswagen Jetta, entraram no veículo e a forçaram a vestir um colete que teria explosivos. 

Segundo a polícia, outros dois carros acompanharam o Jetta. Durante o trajeto, eles a orientaram a entregar uma caixa com mais explosivos para os vendedores da joalheria. A empresária foi abordada às 11h e circulou pela cidade com os bandidos até as 13h.

Márcia foi orientada a dar o número de seu celular aos criminosos e foi deixada a alguns metros da entrada da joalheria Guerreiro. Assim que entrou na loja, o telefone tocou e os criminosos a mandaram passar o aparelho para um dos vendedores. Segundo a gerente da loja, Lilian Gomes de Almeida, de 36 anos, Márcia estava assustada e disse que seria morta caso elas não a ajudassem. As vendedoras obedeceram e entregaram peças de ouro, que foram colocadas em uma sacola.

Mauricio Camargo/Futura Press
Agente do Gate entra na joalheria Guerreiro, após assalto nesta sexta-feira

A ação durou menos de cinco minutos. Ao sair da joalheria, a empresária foi até a Rua Haddock Lobo, onde um integrante da quadrilha a abordou, pegou a sacola e disse para ela continuar colaborando. Depois disso, ela ficou mais três minutos imóvel, com medo de uma explosão. Só depois que um dos criminosos disse por telefone que a bomba estava desarmada é que ela gritou e pediu socorro.

A PM foi chamada e acionou a equipe antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Tanto a caixa que havia sido deixada na loja quanto o dispositivo que Márcia tinha amarrado à cintura foram detonados. Por causa do bloqueio, o trânsito da Haddock Lobo ficou complicado, com reflexo na Avenida Paulista.

Oroubo fez com que as demais lojas da rua ficassem vazias pelo resto do dia. "É um perigo! Eles estão nos roubando com bombas agora. Imagina se isso explode. Um horror", disse a comerciante Lúcia Agostino, de 27 anos. O delegado Rogério de Camargo, do 78º Distrito Policial, disse que somente a bomba deixada na loja tinha pólvora. Até o começo da noite de sexta-feira a polícia não tinha divulgado pistas sobre o grupo.

Com informações da AE

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