Marcola é absolvido de participar de homicídios em 2001

Líder e outro integrante da facção criminosa do PCC foram julgados nesta terça-feira. Ambos eram acusados de encomendar assassinatos durante rebelião no Estado

iG São Paulo |

Marco Wilians Herbas Camacho, o Marcola, um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) , e Orlando Mota Junior, conhecido como Macarrão, foram absolvidos da acusação de terem participado do homicídio de dois presos em 2001. A decisão foi divulgada na tarde de terça-feira (7).

O crime aconteceu no Centro de Detenção Provisória II, no Belém, zona leste de São Paulo. No julgamento, realizado no 1º Tribunal do Júri do Fórum da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, o conselho de sentença acatou a tese da defesa e da própria promotoria, que entenderam não haver provas suficientes para incriminar os acusados.

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O caso

Marcola e Macarrão eram acusados de mandar matar dois homens da facção Amigos dos Amigos (ADA), ligada ao Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC), rival do PCC em São Paulo. O crime ocorreu durante a primeira megarrebelião patrocinada no Estado pelo PCC, ocorrida em 18 de fevereiro de 2001.

Os dois foram denunciados pelo promotor Mauricio Antonio Ribeiro Lopes, em agosto de 2005. Segundo a denúncia, Marcola e Macarrão ordenaram o assassinato de Júlio César da Silva e Flávio Barbosa Rodrigues. 

As mortes foram consideradas homicídios quadruplamente qualificados, pois foram cometidas por meio cruel, com motivo torpe (desavença na cadeia) e fútil (para mostrar que quem mandava na prisão era o PCC), sem que as vítimas tivessem chance de defesa.

*com informações da AE

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