Mais três vítimas reconhecem universitários sequestradores em SP

Um casal e um dentista procuraram a polícia após imagens divulgadas do grupo. Estudantes de Engenharia e Administração teriam cometido de 40 a 50 crimes na zona sul da capital

iG São Paulo |

Três vítimas de sequestro relâmpago no Brooklin, zona sul da capital paulista, procuraram a polícia na terça-feira (31) após reconhecerem fotos divulgadas de jovens de classe média acusados da prática dos crimes. Um casal e um dentista, que foram abordados neste ano, devem fazer o reconhecimento nesta quarta-feira no 96.º DP (Brooklin), onde mais de 40 casos estão sendo investigados.

O caso: Polícia prende universitários acusados de 50 sequestros relâmpagos em SP

RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/AE
Polícia Civil mostra artigos que foram apreendidos com universitários presos, na zona sul de SP

Segundo informações das vítimas, os criminosos utilizavam uma arma, batiam no vidro e seguiam com a pessoa por ruas do bairro, enquanto outra parte da quadrilha, em outro carro, era responsável pelos saques e compras em shopping.

Um dos suspeitos identificados é Vitor Mendes Rodrigues, de 20 anos, que faz estágio em uma construtora e, segundo a polícia, cursa o 3.º ano de Engenharia na Anhembi-Morumbi. Ele aparece em uma fotografia tirada no Rio. 

Prisão

A polícia informou que primeira identificação dos criminosos ocorreu após a prisão de B.R.G.J., de 19 anos, no dia 11 de abril. O jovem é suspeito de envolvimento em pelo menos 19 casos. Lima disse que ele cometia os crimes para desfrutar do dinheiro com roupas de marca e em casas noturnas.

Ainda segundo o delegado, pelo menos quatro estão matriculados em universidades tradicionais da capital, em cursos como Administração de Empresas e Engenharia. Também tinham um padrão de vida de classe média. Na maioria dos casos, os pais pagavam a faculdade e alguns deles tinham carros novos.

Outros seis jovens com idade entre 18 e 21 anos estão detidos. Além deles, outros nove são procurados e estão com pedidos de prisão decretados pela Justiça. Pelo menos quatro integrantes do bando têm emprego fixo.

*com AE

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