Número de latrocínios dispara 50% em São Paulo em junho

Capital registrou nove casos de latrocínio (roubo seguido de morte) no mês passado. Em relação a maio, houve diminuição

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São Paulo registrou nove casos de latrocínio (roubo seguido de morte) no mês passado. O número é 50% maior do que o total ocorrido em junho de 2011 na capital. Houve, porém, diminuição em relação aos 16 casos de maio - o mês de maior ocorrência deste ano.

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No primeiro semestre, foram 55 casos de latrocínio na capital, 4% a mais do que o registrado em 2011. Os dados são do Sistema de Informações Criminais da Secretaria da Segurança Pública. O governo vai divulgar nesta quarta-feira, à tarde, os dados de crimes ocorridos em junho.

Anteontem, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, já havia admitido que a criminalidade estava crescendo. A afirmação foi feita ao comentar o assassinato do italiano Tommaso Lotto, de 26 anos, na noite de sábado.

"É um (latrocínio) a mais que ocorre na capital. A gente lamenta, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e o Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado) estão fazendo todas as investigações no sentido de elucidar o crime. Mas isso ocorre lá (no Itaim-Bibi), ocorre na Cidade Tiradentes, em Itaquera, no Jardim Ângela. Lamentavelmente, é a escalada da violência", disse.

Os casos de resistências seguidas de morte, crimes cometidos em supostos confrontos com a polícia, caíram em junho em relação ao mesmo mês de 2011. Foram 29 casos, ante 63 em junho do ano passado.

Os homicídios dolosos e as execuções, parte deles concentrada nos dias que se seguiram aos ataques a policiais por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), vão crescer. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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