Delegado acusado no caso Abadia é expulso da Polícia Civil de São Paulo

Pedro Luis Pórrio e mais oito policiais foram exonerados por participação em achaque a outro traficante, em Campinas. Processo sobre ação contra Abadia ainda não tem decisão

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O delegado Pedro Luis Pórrio, seis investigadores e dois agentes foram exonerados da Polícia Civil nesta segunda-feira (23). Pórrio é um dos policiais acusados de envolvimento em achaques a traficantes colombianos da quadrilha de Juan Carlos Abadía. Mas o caso que provocou sua demissão e a dos demais policiais ocorreu pouco depois de ele deixar o Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), em 2007.

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Pórrio e os demais policiais são acusados de achacar R$ 35 mil de um traficante de drogas em Campinas. Um traficante que estava sendo investigado pela PF gravou a negociata e repassou as fitas à Corregedoria da Polícia Civil e ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas.

Na época, o Gaeco apurou que após o primeiro achaque, de R$ 35 mil, o delegado e os investigadores exigiram mais dinheiro do traficante. Depois, teriam torturado o criminoso, uma mulher e outro amigo dele. Numa das ligações interceptadas, a mulher do bandido afirma a um policial civil que não tem mais dinheiro. Em outro diálogo, um investigador chama uma pessoa de chefe e também fala sobre dinheiro. O autor do telefonema seria o investigador Antonio Cabalero Cursi. Ele trabalhou com Pórrio no Denarc.

Os policiais do departamento teriam tomado R$ 2,7 milhões dos traficantes colombianos Abadía e de Ramón Manoel Yepes Penagos, conhecido como El Negro, ambos presos em 2007. em São Paulo. Além de Pórrio e Cursi, também foram exonerados Francisco Pessoa, Luis Claudio de Oliveira, Pablo Pereira Xavier, Regina dos Santos e Sandro dos Santos e os agentes policiais Daniel Dutra e Eduardo Benevides. Todos os policiais negam as acusações e alegam inocência.

O processo administrativo do caso Abadia em que Pórrio é acusado ainda não teve uma decisão final.

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