Alto índice de mortalidade se deve às graves consequências causadas pela queda. No ano passado, 27.886 pessoas com mais de 60 anos foram internadas

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que pelo menos quatro idosos morrem por dia, no Estado, em razão de quedas. Em 2011, das 27.886 pessoas com mais de 60 anos internadas em hospitais públicos por conta de alguma queda, 1.507 morreram.

Censo 2010: 67,2% dos idosos declararam ter alguma deficiência

O alto índice de mortalidade se deve às graves consequências causadas pelas quedas, como é o caso das fraturas que só podem ser tratadas através de procedimentos cirúrgicos, durante os quais podem ocorrer complicações. Entre os principais motivos das quedas está a osteoporose, que é o enfraquecimento dos ossos, a diminuição dos sentidos, como a visão e o equilíbrio, e o enfraquecimentos dos músculos.

“Ao contrário do que muitos pensam, cair na terceira idade não é normal e típico dessa fase da vida. A queda indica que algo está errado. Por isso, é muito importante que os idosos procurem um médico após caírem, para que o motivo do acidente seja investigado e tratado”, explica Christine Brumini, fisioterapeuta e coordenadora da reabilitação do Centro de Referência do Idoso (CRI).

Para prevenir as quedas na terceira idade, a secretaria, em parceira com o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Municipal (Iamspe) e a Universidade da Cidade de São Paulo (Unicid), criou o manual “Cair de maduro é só para fruta’, com informações sobre os fatores de risco para quedas e dicas de como evitá-las. O material está disponível para acesso gratuito (clique aqui) .

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.