Ministério Público e Corregedoria da PM investigam invasão da Rota a prédio

Grupo especial da Polícia Militar de São Paulo teria entrado em edifício, no litoral paulista, em busca de suspeito, sem mandado judicial

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O Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar investigam uma invasão ilegal a um prédio residencial localizado na Vila Tupi, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Policiais da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) invadiram o edifício Giovana, na madrugada do dia 25 de abril deste ano, a fim de prender um homem, identificado como Wagner Rodrigo dos Santos, de 33 anos, ex-presidiário, condenado por tráfico. As câmeras do prédio registraram a entrada dos policiais, que agiram das 3h às 4h15.

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A ação teria se desenvolvido sem amparo legal, já que os PMs não portavam mandado judicial e também não havia nem um crime em andamento. Portando pistolas e metralhadoras, os policiais da Rota, nove fardados e quatro à paisana, que seriam do Serviço Reservado da instituição, estão sendo investigados. As imagens das câmeras de segurança do edifício foram parar nas mãos do promotor de Justiça Bruno de Moura Campos, que as encaminhou à Corregedoria da PM.

No apartamento do ex-presidiário, só sua esposa e o filho estavam em casa. Depois de um mês da busca, Wagner acabou sendo preso por policiais da Rota, em Guarujá, ocasião em que os policiais afirmaram ter encontrado cinco quilos de cocaína e cinco de maconha, além de uma arma. Em depoimento prestado no Departamento de Narcóticos, o ex-presidiário declarou que os policiais da Rota teriam dito a sua mulher que queriam matá-lo e introduzir drogas em seu apartamento. Todos esses fatos agora começam a ser apurados pela Corregedoria e pelo Ministério Público.

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