Conselho Regional de Medicina investiga omissão de socorro em Ribeirão Preto

Mulher teve ambulância negada pelo Samu para transferência de hospital porque tinha plano de saúde

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O Conselho Regional de Medicina (CRM) abriu sindicância para apurar a morte de Eliane Cristina Maciel Martins, de 29 anos, que teria sido vítima de omissão de socorro em Ribeirão Preto, no interior do Estado. A denúncia partiu de parentes e de um atendente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atribuiu o ocorrido ao médico responsável pelo setor de regulação do atendimento. Ele teria se negado a dar uma ambulância para a mulher porque ela tinha plano de saúde.

Eliane esteve em uma Unidade Básica Distrital de Saúde do bairro Quintino Facci, reclamando de dores, pois tinha histórico de problemas nos rins. Por causa da gravidade do caso, precisava ser transferida com urgência para um hospital. Porém, ao saber que a paciente contava com plano de saúde, o médico responsável por liberar o transporte teria dito que ela deveria acionar uma ambulância do hospital conveniado.

Ana Lúcia Ferreira da Silva, mãe de Eliane, diz que a filha teve seu quadro agravado, informação confirmada pelo atendente. Uma ambulância do convênio com o Hospital São Francisco foi então acionada, mas chegou tarde ao local. A paciente já havia morrido de uma de parada cardíaca. O hospital se isentou de culpa da morte da paciente, porque a sua ambulância não pôde fazer nada para ajudá-la.

A Secretaria da Saúde emitiu comunicado no início da noite de ontem, no qual afirma que "foi imediatamente atendida pela equipe médica". Uma comissão tem 15 dias para investigar os fatos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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