Pedágio ponto a ponto vai cobrar pelo uso de trechos urbanos das rodovias

Motorista terá de pagar taxa mesmo se usar um pequeno trecho da via; preço será proporcional

iG São Paulo |

O novo sistema de pedágio das rodovias paulistas, que começou a funcionar de modo piloto desde junho, deve cobrar tarifa do motorista que usa trechos urbanos das vias. O sistema funciona com pórticos instalados a cada oito quilômetros e cobra por trecho percorrido. Nesta primeira etapa, apenas os trechos de Indaiatuba à Campinas e de Itatiba à Jundiaí estão operando.

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Com sensores que identificam carros com uma etiqueta semelhante ao sistema “sem parar”, o “Ponto a Ponto” reduz a tarifa para quem utiliza apenas um trecho da rodovia. Entre Campinas e Indaiatuba, por exemplo, os preços irão variar de R$ 0,80 à R$ 2,40, quando os oito pórticos previstos estiverem funcionando. Distância antes percorridas sem passar por uma praça de pedágio, no entanto, agora serão cobradas. Mas o novo sistema é opcional.

RAFA VON ZUBEN/FUTURA PRESS/AE
Cobrança é eletrônica com antenas a cada trecho da rodovia.

Com o método, trechos como os que ligam o centro da cidade de Campinas a shoppings na rodovia Dom Pedro I, condomínios, como o Alphaville Campinas, e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), poderão ser cobrados. Em São Paulo, quem utilizar a Rodovia Arton Senna para chegar ao Aeroporto Internacional de Cumbica também estará sujeito a pagar. O início das cobranças depende da expansão do novo sistema e da adesão dos usuários.

Nesta segunda-feira, o candidato à prefeitura de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, criticou o sistema inaugurado pelo governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB). “A circulação da riqueza e das pessoas dentro da região metropolitana precisa ser facilitada, e o pedágio urbano vai ao sentido contrario dessa integração. Foi uma medida que me surpreendeu”, disse o candidato.

Segundo a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado de São Paulo), em teoria esses trechos sempre foram taxados porque o valor do pedágio corresponde também a todos os quilômetros da via, mas os motoristas que não passavam pelo pedágio não pagavam nada. Aqueles que cruzam uma praça de pedágio pagam o valor cheio, referente a toda a rodovia, mesmo que utilize apenas uma parte dela. Por isso, o ponto a ponto seria uma forma mais justa de cobrança.

O município de Indaiatuba tem uma situação particular. A praça de pedágio da SP-075, que liga Sorocaba à Campinas, fica na cidade e os motoristas com placa do município são isentos do pedágio. Isso porque foram instaladas “praças de bloqueio” na entrada de bairros como Helvétia e Jardim Brasil, que margeiam a rodovia, para evitar que os motoristas desviem do pedágio. Com o novo sistema, essa isenção acaba, mas a agência paulista informa que em um intervalo de 15 minutos, só será cobrado uma tarifa, mesmo se o motorista passar pelo local diversas vezes. Quem passar pelas duas barreiras do local não pagará nada. A medida foi pensada para impedir que o tráfego entre os bairros fosse cobrado.

A Artesp informa que o objetivo é instalar o sistema em todo o Estado, o que poderia multiplicar casos de motoristas que tenham que pagar por trechos antes percorridos de graça. Mas segundo a agência, o cronograma de expansão depende dos resultados da operação piloto e ainda não existe previsão.

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