UTI adulta de hospital em Campinas é interditada por falta de condições de uso

Segundo secretaria municipal, havia bolor nas paredes, no teto e até no piso, infiltração, acúmulo de umidade e vazamento de água na UTI do Hospital Evangélico Samaratino

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A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulta do Hospital Evangélico Samaratino de Campinas (SP) foi interditada nesta sexta-feira (13) por falta de condições de uso. A interdição ocorreu após o órgão da Secretaria Municipal de Saúde verificar que havia bolor nas paredes, no teto e até no piso, infiltração, acúmulo de umidade e vazamento de água. A interdição foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial do Município e determinou a imediata remoção dos pacientes daquela área.

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No ato de interdição, a vigilância alega que a medida foi tomada por falta de condições de salubridade no local. A Secretaria Municipal de Saúde condicionou a desinterdição da UTI para adultos à remoção de todos os pacientes do local e à solução para os problemas apontados pela vigilância.

Caberá ao hospital promover a reforma do espaço e oferecer condições adequadas para que a vigilância libere a UTI para funcionamento. No ano passado, outra área do mesmo hospital também foi interditada dentro das inspeções feitas pelo órgão. A administradora de empresas Lilian Gomes Mourão, de 42 anos, que teve um tio internado nessa unidade recentemente, afirmou que o problema é antigo, mas que não acreditava que pudesse haver riscos para a saúde dos pacientes. "Por ser uma UTI, sempre achamos que as condições sanitárias são adequadas", afirmou.

Por meio de nota, o Hospital Samaritano informou que os pacientes que estavam internados na unidade foram "realocados para as demais UTIs que o hospital possui", já que havia número suficiente de vagas para isso. Administrado pela Associação Evangélica Beneficente de Campinas (Asebec), o Hospital Adventista Samaritano é um dos principais de Campinas, com 132 leitos de atendimento de cirurgia geral, clínica geral, UTI adulto, UTI infantil, UTI neonatal, obstetrícia, pediatria clínica, hospital dia, unidade coronariana e hemodinâmica. Com sete salas cirúrgicas, a unidade realiza por mês uma média de 500 procedimentos. O atendimento não será afetado, garante o hospital.

O hospital não comentou os problemas encontrados na UTI para adultos nem forneceu o número de pacientes que estavam internados e que tiveram que ser remanejados. Em nota, a assessoria de imprensa do hospital confirmou apenas que passou por fiscalização da Vigilância Sanitária. Eles afirmam também que as exigências apontadas pelo órgão da Secretaria de Saúde para a continuidade de funcionamento da UTI para adultos "foram prontamente atendidas".

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