Justiça recebe acusação contra motorista de ônibus que atropelou ciclista em SP

Ministério Público acusa o motorista do ônibus de homicídio culposo por imprudência; vítima era bióloga do Hospital Sírio-Libanês

iG São Paulo | - Atualizada às

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo recebeu denúncia contra o motorista de ônibus que atropelou a bióloga do Hospital Sírio-Libanês, Juliana Ingrid Dias, em março deste ano, na Avenida Paulista, centro da capital. Juliana morreu no local após cair e ser atropelada pelo veículo próximo ao cruzamento com a rua Pamplona. O Ministério Público acusa o motorista de homicídio culposo por imprudência ao dirigir em via não apropriada e não manter a distância devida da bicicleta da vítima.

A juíza Patrícia Alvarez Cruz, da 9ª Vara Criminal da Barra Funda recebeu a denúncia no último dia 26 por entender que está presente “nos autos de inquérito policial indícios suficientes de autoria e materialidade”.

Lembre o caso

A ciclista, de 33 anos, morreu na manhã da sexta-feira, dia 02 de agosto, após o atropelamento. O acidente aconteceu por volta das 9h40 e ela morreu no local. Dias era bióloga do Hospital Sírio-Libanês. Segundo o hospital, ela exercia função de analista de laboratório no Banco Público de Sangue de Cordão Umbilical. Na ocasião, o hospital divulgou nota afirmando que "a direção, funcionários e amigos compartilham com a família o pesar pelo seu falecimento."

Diogo Moreira/Futura Press
Acidente ocorreu na região da estação do metrô Trianon Masp, sentido consolação, em São Paulo

Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos quatro viaturas e uma equipe do helicóptero Águia, da Polícia Militar, chegaram a ser acionadas, mas a vítima já estava morta. O motorista do ônibus da companhia Via Sul, que fazia a Linha Sacomã-Pompéia 478-P-31, e testemunhas foram levados para o 78º DP, nos Jardins, para prestar depoimento.

Por conta do acidente, duas faixas da pista sentido Consolação foram interditadas, provocando congestionamento de cerca de 2 quilômetros na região. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), logo após a liberação, um outro pedestre foi atropelado no mesmo trecho, na altura do número 777, mas desta vez por uma motocicleta.

Em janeiro de 2009, a cicloativista Márcia Regina de Andrade Prado, de 40 anos, também foi atropelada por um ônibus na avenida Paulilsta, próximo ao cruzamento com alameda Campinas. Um memorial em lembrança a ciclista foi erguido na região.

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