Rota prende suspeito de ligação com PCC e morte de policiais em São Paulo

Homem preso tarde teria participação na morte de policiais na recente onda de crime cometidos contra agentes de segurança em São Paulo. Ligação com facção é investigada

iG São Paulo | - Atualizada às

Policiais militares da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) prenderam nesta quarta-feira (27) um homem suspeito de participar da morte de outros policiais militares, durante onda de ataques contra agentes de segurança ocorrida nos últimos dias em São Paulo . Após a execução de ao menos sete PMs, ônibus incendiados e outros ataques, agentes que fazem o patrulhamento no Estado trabalham em alerta total , conforme relataram à reportagem do iG .

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De acordo com a Polícia Militar (PM), Charles Donato Mendes, conhecido pelo apelido de “Tartaruga”, teria confirmado, no momento em que foi preso, a participação nas mortes de policiais militares na zona leste. A polícia também investiga a ligação dele com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção responsável pelos ataques de 2006 e que o governo nega que esteja por trás da onda de crimes . Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a participação dele nos crimes ainda precisará ser investigada pela Polícia Civil

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AE
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De acordo com informações da SSP, por volta de 15h30, uma viatura da Rota estranhou a atitude de um motorista que trafegava pela avenida Adélia Chohfi, em São Mateus, na zona lesta da cidade, e abordou o veículo. Dentro dele, encontraram uma sacola cheia de drogas.

Mendes, que já tinha passagem criminal por tráfico, levou os PMs à sua casa, no Morro das Pedras, onde outras duas pessoas acabaram presas, um homem e uma mulher, ambos também com passagem por tráfico. Na casa, mais droga teria sido apreendida.

Os três presos foram levados para o Departamento de Investigações sobre Narcóticos da Polícia Civil, o Denarc.

Ataques

Os ataques acompanham uma onda de arrastões na cidade e, pelo terceiro mês consecutivo, a capital paulista observou um aumento no número de homicídios dolosos: 21% em comparação ao mesmo mês no ano passado.

Pelo menos sete mortes de policiais aconteceram desde 30 de maio. Seis delas nos últimos 12 dias, sendo que nos últimos quatro dias foram registrados quatro casos, um por dia. Veja abaixo quais foram os sete últimos executados, em uma sucessão de crimes.

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