Polícia divulga foto dos procurados pelas mortes de PMs na capital paulista

Secretaria de Segurança Pública pede colaboração da população com informações que ajudem a prender suspeitos; três já foram capturados pelos ataques

iG São Paulo | - Atualizada às

Divulgação/SSP
Cartaz da PM mostra dois suspeitos identificados e outros três procurados por retrato falado

A Secretaria de Segurança Pública divulgou nesta quinta-feira fotos dos suspeitos dos assassinatos de policiais militares nas últimas semanas . Três homens procurados foram identificados. Outros três tiveram apenas o retrato falado divulgado pela SSP.

O órgão pede à população que use o disque denúncia para qualquer informação que possa ajudar a prender os suspeitos. O número do Disque Denúncia é 181. Informações também podem ser passadas à Polícia Militar pelo 190 Polícia Militar ou ao Disque-PM pelo 0800-0555-190.

Onda de ataques

Desde o dia trinta de maio, policiais militares vem sendo alvo de ataques de bandidos. Sete oficiais foram mortos na capital paulista e ônibus foram queimados.

Nessa quarta-feira, ônibus municipais da companhia ViaSul que operam na região do Sacomã, na zona sul de São Paulo, não saíram da garagem durante a noite. Na segunda-feira, um ônibus da ViaSul foi incendiado enquanto o motorista estava parado com o coletivo esperando o horário marcado para a próxima viagem. Já na última terça-feira, dois homens em uma moto azul jogaram um coquetel molotov em um coletivo, por volta das 23h.

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Policiais da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) prenderam na quarta-feira (27) um homem suspeito de participar da morte policiais militares, durante onda de ataques contra agentes de segurança ocorrida nos últimos dias em São Paulo. O patrulhamento no Estado trabalham em alerta total , conforme relataram policiais à reportagem do iG.

No mesmo dia, o governador Geraldo Alckmin falou pela primeira vez sobre o assunto. Ele disse que “a policia não vai retroceder um milímetro” e que quem enfrentar “a polícia vai levar a pior”.

Divulgação/SSP
Um dos procurados pela morte de Policiais Militares

Apesar de repetir algumas práticas usadas nos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2006, governo e polícia não creditam à facção criminosa a autoria dos crimes. Para o governador, os atentados são reação de traficantes de drogas contra a ação da PM. “Não tem nenhuma relação com os fatos de 2006. O sistema penitenciário está totalmente sob controle. É uma reação à ação da polícia 24h prendendo criminosos e ligado isso sim, ao tráfico de drogas".

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