Base e viaturas da PM são alvo de disparos em São Paulo

Onda de atentados contra policiais militares continua na capital paulista. Policiais estão em alerta após execuções e ataques a bases e ônibus

iG São Paulo | - Atualizada às

AE
Dois homens armados e ocupando uma moto dispararam quatro tiros contra uma base pertencente à 4ª Companhia do 27º Batalhão da Polícia Militar

A onda de ataques  contra agentes de segurança continuou na madrugada desta quinta-feira em São Paulo. Dois homens armados e ocupando uma moto dispararam quatro tiros contra uma base pertencente à 4ª Companhia do 27º Batalhão da Polícia Militar, localizada na altura do nº 1.482 da Estrada Canal da Cocaia, região do Grajaú, na zona sul.

Os tiros atingiram as paredes da base e o carro de um militar que estava estacionado no local. Depois do ataque, policiais militares fizeram um cerco na região para tentar prender os suspeitos, mas eles fugiram. A segurança foi reforçada.

Na zona norte, bandidos atiraram contra duas viaturas da PM e fugiram logo após o crime. Ninguém foi preso e não houve feridos em nenhuma das ações.

"Quem enfrentar vai levar a pior"

Pela primeira vez desde o início da nova onda de ataques contra policiais e bases da Polícia Militar (PM) no Estado de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin falou sobre o assunto. Ele disse que “a policia não vai retroceder um milímetro” e que quem enfrentar “a polícia vai levar a pior”. Após a execução de ao menos sete PMs, ônibus incendiados e outros ataques, agentes que fazem o patrulhamento no Estado trabalham em alerta total, conforme relataram à reportagem do iG.

Leia também:

Rota prende suspeito de ligação com PCC e morte de policiais em São Paulo
Paula Miraglia: São Paulo novamente sob ataque
Em alerta após execução de policiais, PM reforça efetivo em São Paulo
Traficante da zona leste deu ordem para matar PMs
"Execução de PMs é retaliação ao trabalho da polícia"
Em menos de quatro horas, região metropolitana registra nove mortes
São Paulo sofre nova onda de arrastões a restaurantes

Apesar de repetir algumas práticas usadas nos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2006 , governo e polícia não creditam à facção criminosa a autoria dos crimes. Para o governador, os atentados são reação de traficantes de drogas contra a ação da PM. “Não tem nenhuma relação com os fatos de 2006. O sistema penitenciário está totalmente sob controle. É uma reação à ação da polícia 24h prendendo criminosos e ligado isso sim, ao tráfico de drogas".

Apesar das negativas do governo, na quarta-feira à noite, a polícia prendeu um suspeito de ligação com o PCC e com as mortes dos policiais .

Essa foi a primeira declaração do governador desde o início dos ataques contra policiais fora do horário de trabalho , e que se intensificaram após ação da Rota que matou seis suspeitos de integrar o PCC . Na última semana, além dos ataques contra os agentes, ônibus foram incendiados na capital e bases foram alvo de atentados.

Segundo Alckmin, o governo não irá ceder no combate ao crime no Estado. “O que um criminoso ganha queimando um ônibus? É desespero. O que que o governo tem que fazer? É não retroceder um milímetro e ir para cima. Vão ser presos. Enfrentou a polícia vai levar a pior”. Alckmin ainda disse que cinco suspeitos de participação nos crimes foram presos e que outros foram identificados.

Criminalidade

Os ataques acompanham uma onda de arrastões na cidade e, pelo terceiro mês consecutivo, a capital paulista observou um aumento no número de homicídios dolosos: 21% em comparação ao mesmo mês no ano passado.

Pelo menos sete mortes de policiais aconteceram desde 30 de maio. Seis delas nos últimos 12 dias, sendo que nos últimos quatro dias foram registrados quatro casos, um por dia. Veja abaixo quais foram os sete últimos executados, em uma sucessão de crimes.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG