Criminosos incendeiam mais três ônibus em São Paulo

Incêndios ocorrem em momento em que as polícias do Estado estão em alerta após série de execuções de policiais militares

iG São Paulo | - Atualizada às

AE
Um dos ônibus foi incendiado no Tremembé, zona norte de São Paulo

Mais três ônibus foram incendiados por criminosos na noite desta terça-feira (26) em São Paulo. Esse é o quarto dia seguido em que coletivos são queimados na região metropolitana da capital paulista em um momento em que as polícias do Estado de São Paulo estão em alerta em razão de uma série de execuções de policiais militares e ataques a bases da PM, ocorridos neste mês. Desde domingo, sete ônibus foram incendiados e as ocorrências aumentam a suspeita de uma ação comandada por criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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No Tremembé, o primeiro coletivo, da viação Sambaíba, foi incendiado às 20h55, na altura do número 338 da Avenida Antonelo da Messina. Dois homens encapuzados, um deles armado, renderam o motorista e mandaram que os passageiros descessem. O condutor foi obrigado a atravessar o veículo na via. Os bandidos usaram álcool para atear fogo.

O segundo ônibus, da mesma empresa, foi atacado às 22h. A viação havia emitido um toque de recolher após o primeiro crime, ordenando que os ônibus voltassem para as garagens. O veículo da linha Santana/Vila Zilda estava no ponto final quando cinco homens, segundo o motorista aparentando serem menores de idade, mandaram o cobrador e motorista descerem e atearam fogo no automóvel.

No Sacomã, dois homens em uma moto azul jogaram um coquetel molotov no coletivo, às 23h.

Na noite de segunda-feira e a madrugada desta terça-feira, dois coletivos foram queimados na zona leste, em Sapopemba, e na zona sul, no Sacomã . No domingo,  pelo menos outros dois veículos foram incendiados . O fogo também atingiu uma garagem de ônibus e dois veículos de passeio. Já no sábado, criminosos atearam fogo em um ônibus e tentaram atacar uma base da Polícia Militar, em Diadema, no Grande ABC

Protesto e recolhimento de ônibus

Usuários de ônibus, principalmente os das linhas operadas pela Viação Sambaíba, realizaram um protesto, no início da madrugada desta quarta-feira (27), bloqueando a Avenida Cruzeiro do Sul junto à Rua Gabriel Piza, ao lado do Terminal de Ônibus de Santana, na zona norte da capital paulista.

Dezenas de pessoas, cansadas de esperar pelos coletivos, invadiram a avenida, mas foram retiradas do local com a chegada da Polícia Militar. Os veículos foram retirados de circulação pela empresa em razão dos ataques.

À 1 hora desta madrugada havia ainda cerca de 30 pessoas concentradas na via, Muitas delas, ao receberem a informação de que os coletivos da empresa que estavam parados no terminal não sairiam, tentaram abrir à força as portas dos veículos. Não houve confronto entre a PM e os manifestantes. Uma senhora afirmou que desde as 18 horas esperava por um coletivo.

Bloqueios

Quatro homens, um ocupando uma moto e três um Chevrolet Prisma, ambos roubados, foram detidos, no final da noite de terça-feira na Vila Zatt, região de Pirituba, na zona norte da capital paulista, por policiais militares da 3ª Companhia do 49º Batalhão, auxiliados por policiais das Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicleta (Rocam).

Segundo a PM, o Prisma "dublê", assim chamado pois estava com placas iguais a outro veículo de mesma marca, modelo e cor, foi perseguido pelas motos da PM após furar um bloqueio que ocorria próximo à Rua Miguel de Castro. Em razão dos ataques a ônibus, a PM iniciou, na noite de ontem, bloqueios de no máximo 20 minutos pela região. Pelo menos uma arma foi apreendida com os quatro suspeitos detidos. Todos foram encaminhados para o 33º Distrito Policial, de Pirituba.

Os sete executados

Após nova onda de ataques à polícia  agentes que fazem o patrulhamento no Estado trabalham em alerta total. Mais policiais estão nas ruas e a segurança foi reforçada na capital paulista.

Pelo menos sete mortes de policiais aconteceram desde 30 de maio. Seis delas nos últimos 12 dias, sendo que nos últimos quatro dias foram registrados quatro casos, um por dia. Veja abaixo quais foram os sete últimos executados, em uma sucessão de crimes considerada por Jorge Carlos Carrasco, diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), uma “retaliação” dos criminosos ao trabalho da Polícia Militar.

*Com Agência Estado

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