Onda de ataques a policiais suspende fiscalização de bares em Sorocaba

Segundo a prefeitura da cidade, operação que fiscaliza o cumprimento de medida que obriga bares a fechar às 23h em Sorocaba foi suspensa por conta de ataques

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A onda de ataques contra policiais em São Paulo levou a prefeitura de Sorocaba a suspender o Comando da Madrugada criado para fiscalizar o cumprimento da lei que obriga o fechamento dos bares às 23h. A chamada "lei seca" foi aprovada em abril deste ano. A Polícia Militar integrava a força especial de fiscalização, junto com a Guarda Civil Municipal e com agentes da prefeitura.

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O comando da PM informou que o trabalho foi paralisado porque todo o efetivo foi alocado para outras operações. A prefeitura confirmou como o real motivo da suspensão "as ocorrências registradas contra a Polícia Militar, que é parte integrante do comando" e informou que a retomada dos trabalhos não tem data definida. A operação já resultou no fechamento de seis bares.

No final da semana passada, os policiais de Sorocaba e de todo o interior foram colocados em estado de alerta contra os ataques. Uma circular expedida na sexta-feira orientava os oficiais para que mantivessem, durante as folgas, "as mesmas cautelas e cuidados que mantêm durante o serviço, bem como informem imediatamente à sua unidade ou ao Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) qualquer situação de risco ou a presença de indivíduos suspeitos".

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O comando local não tinha sido informado até esta quarta-feira sobre o tempo que duraria o estado de alerta. Viaturas foram posicionadas estrategicamente para isolar a entrada dos batalhões e quartéis, mas não foi registrado ataque na cidade. De acordo com a PM, 40 policiais foram assassinados este ano no Estado e dez casos tiveram características de execução.

Ataques

Os ataques acompanham uma onda de arrastões na cidade e, pelo terceiro mês consecutivo, a capital paulista observou um aumento no número de homicídios dolosos: 21% em comparação ao mesmo mês no ano passado.

Pelo menos sete mortes de policiais aconteceram desde 30 de maio. Seis delas nos últimos 12 dias, sendo que nos últimos quatro dias foram registrados quatro casos, um por dia. Veja abaixo quais foram os sete últimos executados, em uma sucessão de crimes.

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