Preso suspeito de matar policial militar na zona sul de São Paulo

PM foi um dos seis que foram assassinados fora de seu horário de serviço na Grande São Paulo desde o último dia 13

iG São Paulo |

A Polícia Militar de São Paulo prendeu um dos seis suspeitos de ter matado o soldado Osmar Santos Ferreira, na última sexta-feira, na zona sul da capital.

Osmar estava indo de moto para o trabalho, em Rio Pequeno, quando foi atingido por um tiro na cabeça. Ele foi abordado por criminosos que estavam em um veículo na avenida Prefeito Paulo Lauro. Ele chegou a ser socorrido ao Pronto- Socorro do Grajaú, mas não resistiu aos ferimentos. Os bandidos fugiram. Policiais compareceram ao seu velório neste sábado.

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Ferraz de Vasconcelos: Policial militar é morto a tiros ao voltar para casa

AE
Policiais militares comparecem ao velório do soldado Osmar Santos Ferreira realizado no Cemitério do Araçá, na zona oeste de São Paulo


O soldado foi um dos seis integrantes da PM que foram executados fora do horário de serviço na Grande São Paulo desde o último dia 13. A PM não sabe dizer ainda se há relação entre os casos e informa que qualquer conclusão até o presente momento poderia gerar um pânico desnecessário.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada na sexta-feira afirma que a Corregedoria da Polícia Militar e o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, investigam a suspeita de que as recentes mortes de policiais militares tenham sido retaliação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra a operação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da PM, que matou seis homens em maio, na zona leste de São Paulo.

Em maio: Rota invade reunião do PCC e mata seis durante tiroteio em São Paulo

O comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, divulgou um comunicado na sexta-feira informando  que, por conta das mortes, haveria um reforço do efetivo nas zonas sul e leste da capital. Segundo o comandante, foram deslocados para região 253 policiais militares, 57 viaturas e 20 motos, além de homens das Rota e do Batalhão de Choque.

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Execuções

Na manhã deste sábado, o cabo Joaquim Cabral de Carvalho, 45 anos, que trabalhava no 32º Batalhão da Polícia Militar há 28 anos, foi assassinado em Ferraz de Vasconcelos quando voltava para casa à paisana. 

Somente na semana passada, outros dois policiais foram assassinados em crimes, aparentemente, de encomenda. Vaner Dias, 44 anos, foi morto na quarta-feira, quando dava aula de jiu-jitsu em uma academia na avenida Carneiro Ribeiro, na Vila Formosa.  Paulo César Lopes de Carvalho estava à paisana na quinta-feira em um supermercado no bairro Jardim Comercial, quando três criminosos o atingiram na cabeça.

Antes, no dia 13 de junho, o soldado Valdir Inocêncio dos Santos, 39 anos, foi assassinado, com cerca de 20 tiros, de pistola calibre 380, e revólver, após ter o portão de casa atingido por uma picape. Quatro dias depois, o soldado Domingos Antônio Aparecido Siqueira, 43 anos, que também estava à paisana, foi executado na região de São Mateus. 

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