Policial militar é morto a tiros ao voltar para casa em Ferraz de Vasconcelos

Homicídio é o quinto da semana contra PMs na região da Grande São Paulo; polícia investiga causas da morte e relação com os outros crimes

iG São Paulo | - Atualizada às

Um policial militar foi morto a tiros quando voltava para casa na manhã deste sábado, em Ferraz de Vasconcelos, município da região metropolitana de São Paulo.

Ação: Bandidos queimam ônibus e atacam base da PM em Diadema

Onda: São Paulo tem série de mortes de PMs em uma semana

Segundo a Polícia militar, o homicídio ocorreu por volta 6h15 deste sábado na Rua Godofredo Osório de Novaes, no centro da cidade.

O cabo Joaquim Cabral de Carvalho, 45 anos, trabalhava no 32º Batalhão da Polícia Militar. Ele foi assassinado quando voltava para casa à paisana. Carvalho estava há 28 na corporação. Casado, ele deixa quatro filhos.

AE
Policial militar é executado em supermercado na região do Capão Redondo, na zona sul da capital paulista

A Polícia Militar não soube dizer se o crime foi premeditado. A investigação sobe as causas e circustâncias do crime estão sendo feitas pelo Distrito Policial Central de Ferraz de Vasconcelos. Até o momento, nenhum suspeito foi detido.

Quinta morte

A morte do cabo em Ferraz de Vasconcelos é a quinta de PMs nesta semana na região metropolitana de São Paulo. Na quarta-feira, um policial foi assassinado em Pirituba e um soldado, mortoem São Matheus. Na quinta-feira, um PM foi executado no Capão Redondo, enquanto na sexta-feira um policial foi morto na região do Grajaú.

Na madrugada de sexta-feira para sábado, bandidos atearam fogo em um ônibus e tentaram atacar uma base da Polícia Militar em Diadema , no Grande ABC.

Reportagem do Jornal Folha de S. Paulo publicada nesta sexta-feira (22) afirma que a Corregedoria da Polícia Militar e o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, investigam a suspeita de que as recentes mortes de policiais militares tenham sido retaliação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra a operação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, da PM, que matou seis homens em maio, na zona leste de São Paulo.

Mas, de acordo com comandante-geral da PM, Roberval Pereira França, "até o momento não há nada que indique que estes crimes covardes sejam ação orquestrada". "Toda a estrutura do Departamento de PM Vítima da Corregedoria e o DHPP estão trabalhando juntos para que os autores sejam rapidamente identificados e presos. Vários casos registrados estão prestes a serem esclarecidos e a Polícia Militar não vai descansar enquanto os responsáveis não forem identificados e presos", afirmou.

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