Justiça aceita denúncia e Elize Matsunaga será julgada pelo homicídio do marido

Juiz do 5º Tribunal do Júri da capital ainda transformou a prisão temporária da ré em prisão preventiva. Ela deverá permanecer presa até o julgamento

iG São Paulo | - Atualizada às

Um mês após o crime, o juiz Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri da Capital, recebeu denúncia oferecida contra Elize Araújo Kitano Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga .

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AE
Elize Matsunaga é ré do julgamento da morte de Marcos Matsunaga

Na decisão, o juiz ainda aceitou o pedido de prisão preventiva feita pelo Ministério Público e a ré deverá permanecer presa durante a instrução processual. “Já se encontrando detida a acusada, as circunstâncias do modus operandi imputado estão a recomendar a permanência da segregação, não mais para apuração extrajudicial dos fatos, mas, doravante, a título de prisão preventiva, porquanto imprescindível, como visto, ao regular desenrolar da marcha processual já iniciada, mas que ainda encontra-se no seu nascedouro”, concluiu o juiz.

Entenda o caso

Elize Matsunaga foi presa acusada de matar e esquartejar o marido, Marcos Kitano Matsunaga no dia 19 de maio. A prisão foi decretada por cinco dias e depois prorrogada até 24 de junho. Ela foi denunciada por homicídio qualificado (cuja pena pode variar de 12 a 30 anos), com uma série de agravantes, como ocultação de cadáver, motivo fútil e esquartejamento. Elize está no centro penitenciário feminino de Itapevi (SP).

Elize teria matado o ex-diretor da Yoki Alimentos com um tiro de calibre 380 na cabeça após uma briga por causa de um caso extraconjugal mantido pelo empresário. O casal chegou junto ao prédio onde morava no dia 19 de maio, na companhia da filha e de uma babá que trabalhava no apartamento – dispensada logo em seguida. Na noite do dia 19, as câmeras do circuito interno do condomínio registram o ex-diretor da Yoki descendo para pegar uma pizza – ele não seria mais visto a partir de então.

Segundo os policiais, o tiro fatal aconteceu por volta das 20h, quando só estavam no apartamento Elize, Marcos e a filha (dormindo em outro quarto). Elize deixou o corpo por dez horas em um dos quartos. Depois, o arrastou até outro cômodo da casa, onde o esquartejou. Neste momento, outra babá já estava no apartamento (chegou por volta das 5h30 do dia 20), mas ela não ouviu nenhum barulho, pois a residência é muito grande. No dia 20, Elize deixou o apartamento por volta das 11h30, carregando malas, e ficou ausente por 12 horas. Ela só retornou às 23h50, sem as malas.

No dia 27 de maio, várias partes do corpo de Marcos foram encontradas na região de Cotia, inclusive a cabeça. No dia seguinte, houve o reconhecimento formal do corpo pelos familiares do empresário. 

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