Camelôs se acorrentam contra fim de licenças em São Paulo

A partir desta terça-feira, os camelôs estão proibidos de montar barracas nas regiões da Luz, Lapa e Rua 25 de Março

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Cerca de 20 vendedores ambulantes passaram a noite em frente à Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, centro da cidade, como protesto contra a revogação da licença de trabalho nas regiões da Luz, Lapa e da Rua 25 de Março. A partir desta terça-feira, os camelôs estão proibidos de montar barracas na capital.

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Um grupo de ambulantes com deficiência visual iniciou um protesto em frente à Prefeitura de São Paulo na madrugada desta terça-feira

Segundo informações da Guarda Civil Metropolitana (GCM), a manifestação é pacífica e o grupo ocupa a calçada da via. Alguns dos manifestantes se acorrentaram em grades no local, segundo a GCM. O grupo aguarda uma audiência com o prefeito Gilberto Kassab. Duas equipes da GCM acompanham a movimentação.

Proibição

A partir desta terça-feira, os camelôs estão proibidos de montar barracas na capital. A categoria iniciou uma série de protestos contra a suspensão das licenças dos últimos 512 ambulantes que ainda atuavam regularmente nas regiões da 25 de Março e Praça da Sé.

A Defensoria Pública de São Paulo entrou com recurso contra a decisão do presidente do Tribunal de Justiça, Ivan Sartori, que cassou a liminar que garantia o trabalho de ambulantes. Segundo o defensor público Bruno Miragaia, o recurso poderá ser analisado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça amanhã.

A categoria se reuniu com os vereadores na Câmara Municipal e disse que não vai aceitar as propostas da prefeitura, que inclui vagas nas feiras livres para ambulantes deficientes físicos e alternativas de crédito. "Como vou montar uma barraca cada dia em uma feira? Não tenho um motorista para carregar meus produtos", reclamou o ambulante Francisco Antônio Rodrigues, de 86 anos, que é deficiente visual.

Os camelôs também pretendem fazer uma grande manifestação na Praça da Sé, amanhã. De lá, eles seguirão para a Praça João Mendes, na frente do Tribunal de Justiça, onde o recurso deve ser julgado. Em 21 de maio, Kassab determinou a suspensão das licenças, alegando que a medida "abriria espaço para pedestres nas calçadas". 


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