Shopping Higienópolis é multado em R$ 1,5 milhão por falta de vaga em garagem

Estabelecimento entregou documentos que comprovam contratação de vagas apenas a partir de hoje

iG São Paulo | - Atualizada às

O Shopping Pátio Higienópolis, na zona oeste da capital paulista, foi multado em mais de R$ 1,5 milhão por não apresentar comprovantes suficientes sobre o número de vagas de estacionamento exigido pela Secretaria Municipal de transportes e pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

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A Subprefeitura da Sé, em conjunto com a Secretaria dos Transportes, realizou fiscalização por volta das 9h desta sexta-feira no shopping para verificar a licença de funcionamento e a quantidade de vagas de estacionamento. Segundo assessoria da Secretaria de Coordenação de Subprefeituras, o estabelecimento foi multado em R$ 500 por não manter em local visível a licença e em R$ 1,5 milhão por apresentar documentação incompleta quanto ao estacionamento.

O Shopping deveria ter 470 vagas a mais do que as 1.524 que oferece. A administração pediu prazo até às 16h comprovar a contratação de vagas extras em estacionamentos da região. Segundo a Secretaria de Coordenação de Subprefeituras, o contrato que foi apresentado é válido somente a partir da data de hoje. A administração não entregou documentos que comprovem a contratação de vagas entre agosto de 2011, quando venceram os últimos contratos, e esta sexta-feira. Pela fata de comprovantes desse período, recebeu a multa de R$ 1,5 milhões aplicada pela Subprefeitura da Sé, responsável pela região.

O shopping tem 15 dias para apresentar documentos complementares. Mesmo que isso seja feito, a multa deve ser aplicada, explicou a secretaria. Se, ao final do prazo, o estabelecimento não comprovar a regularidade das vagas, será iniciado procedimento que pode levar ao fechamento do local.

A assessoria do shopping informou durante a tarde que a administração forneceu todos os documentos exigidos pela fiscalização. Sobre a multa, o Shopping alegou em nota não ter sido notificado formalmente pela Prefeitura de São Paulo. O texto diz ainda que o estabelecimento está à disposição das autoridades para cumprir as exigências dentro do prazo determinado.

Entenda o caso

Nessa segunda-feira, reportagem do jornal Folha de S. Paulo truxe denúncia feita por uma ex-diretora da construtora responsável pela reforma do shopping. Segundo ela, a empresa teria pago propina no valor de R$ 133 mil a Hussain Aref Saab , ex-diretor do setor de aprovação de prédios, para conseguir licença de funcionamento mesmo com quantidade insuficiente de vagas no estacionamento.

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