Polícia conclui investigações sobre assassinato do ex-diretor da Yoki

Inquérito deve ser encaminhado ao Ministério Público ainda hoje; Justiça de Cotia decide se Elize responderá ao processo em liberdade

iG São Paulo | - Atualizada às

A Polícia Civil encerrou nesta quinta-feira o inquérito sobre o caso da morte do ex-diretor da Yoki Alimentos Marcos Kitano Matsunaga. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, todos os laudos foram entregues na última quarta-feira ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deve agora encaminhar as investigações ao Ministério Público. O MP vai analisar se entrará com acusação contra Elize Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o marido em 19 de maio, em São Paulo. Elize confessou o crime em depoimento, segundo a polícia.

Leia mais: Polícia aguarda laudos periciais para concluir inquérito

AE
Enterro do executivo da Yoki na última terça-feira

A SSP não soube informar o conteúdo dos laudos. O delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP, confirmou já ter entrado com pedido de prisão preventiva para que Elize permaneça presa até o julgamento, mas também não deu detalhes sobre o resultado da perícia. Na terça-feira, Luciano Santoro, advogado da suspeita,  pediu o fim da prisão provisória porque as investigações estariam encerradas. O pedido foi negado pelo juiz por entender que o caso ainda não havia sido oficialmente enviado à Justiça, apesar de o delegado afirmar que aguardava apenas o resultado das perícias para concluir as investigações.

Santoro, também pediu ao juiz que não aceitasse a prisão preventiva da cliente. Ele considera que a mulher colaborou com as investigações e não representa risco de fuga. A Justiça de Cotia, que manteve a suspeita presa durante as investigações, deve decidir agora se Elize responderá ao processo em liberdade.

Entenda o caso

Elize Matsunaga foi presa temporariamente no último dia 11, acusada de matar e esquartejar o marido, Marcos Kitano Matsunaga, no dia 19 de maio. A prisão foi decretada por cinco dias e depois prorrogada até 24 de junho. A acusada será indiciada por homicídio qualificado (cuja pena pode variar de 12 a 30 anos), com uma série de agravantes, como ocultação de cadáver, motivo fútil e esquartejamento. Elize está no Centro Penitenciário Feminino de Itapevi (SP).

Elize teria matado o ex-diretor da Yoki Alimentos com um tiro de calibre 380 na cabeça após uma briga por causa de um caso extraconjugal mantido pelo empresário . O casal chegou junto ao prédio onde morava no dia 19 de maio, na companhia da filha e de uma babá que trabalhava no apartamento – dispensada logo em seguida. Na noite do dia 19, as câmeras do circuito interno do condomínio registram o ex-diretor da Yoki descendo para pegar uma pizza – ele não seria mais visto a partir de então.

Segundo os policiais, o tiro fatal aconteceu por volta das 20h, quando só estavam no apartamento Elize, Marcos e a filha (dormindo em outro quarto). Elize deixou o corpo por dez horas em um dos quartos. Depois, o arrastou até outro cômodo da casa, onde o esquartejou. Neste momento, outra babá já estava no apartamento (chegou por volta das 5h30 do dia 20), mas ela não ouviu nenhum barulho, pois a residência é muito grande. No dia 20, Elize deixou o apartamento por volta das 11h30, carregando malas, e ficou ausente por 12 horas. Ela só retornou às 23h50, sem as malas.

No dia 27 de maio, várias partes do corpo de Marcos foram encontradas na região de Cotia, inclusive a cabeça. No dia seguinte, houve o reconhecimento formal do corpo pelos familiares do empresário. De acordo com os investigadores do DHPP, durante toda a madrugada da última terça-feira foram feitas diligências pelos policiais no apartamento do casal, na zona oeste de São Paulo, nas quais foi utilizado luminol, um reagente químico que localiza manchas de sangue.

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