Pivô de briga, suposta amante de Marcos Matsunaga deve depor nesta segunda

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), depoimento acontecerá na sede do DHPP; advogado de Elize e da família de Marcos devem marcar presença

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Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) devem ouvir nesta segunda-feira a oitava testemunha do caso do caso do assassinato do empresário Marcos Kitano Matsunaga - a suposta amante do ex-diretor da Yoki. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a oitiva será na sede do DHPP, em São Paulo. A mulher teria sido pivô das discussões entre o casal. 

A SSP não tinha informações sobre o horário do depoimento e nem o nome da testemunha. O advogado de Elize, Luciano Santoro, disse que ela se chamaria Natália. A expectativa dos investigadores era ouvir a suposta amante do empresário no último sábado, mas o depoimento ficou mesmo para esta semana. 

Também há informações de que a mulher seria garota de programa, mas a SSP não confirmou de forma oficial. Antes de conhecer Marcos, Elize também era garota de programa.

Tanto Santoro quanto o advogado contratado pela família de Marcos, Luiz Flávio Borges D'Urso, disseram que pretendem ir ao DHPP na segunda-feira. Santoro afirmou que, se não for possível comparecer, deve mandar um advogado de seu escritório.

O suposto caso extraconjugal teria sido o motivo da briga entre o casal no último dia 19 de maio, que terminou com a morte do executivo. Elize era casada desde 2009 com Marcos, com quem tinha uma filha de um ano. Ela matou o empresário com um tiro de pistola calibre 380 na cabeça. Depois, esquartejou o corpo e se desfez dos pedaços. O crime ocorreu no apartamento do casal, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.

Até aqui, os investigadores do DHPP já ouviram sete testemunhas sobre o caso - entre elas, o detetive contratado por Elize que teria comprovado que Marcos mantinha uma relação extraconjugal. 

Segundo a SSP, os policiais ainda não encontraram a faca de 30 centímetros utilizada por Elize para esquartejar o marido nem as três malas em que ela levou os pedaços do corpo de Marcos, em sacos plásticos, antes de se desfazer deles na região de Cotia (SP). Ainda de acordo com a SSP, não haverá uma nova perícia no apartamento do casal. Os investigadores ainda aguardam os resultados finais da perícia feita na semana passada. 

Carlos Pessuto/Futura Press
Elize confessou, em depoimento na última quarta-feira, que matou e esquartejou o marido: crime passional


Entenda o caso

Várias partes do corpo de Marcos foram encontradas no dia 27 de maio, na região de Cotia, inclusive a cabeça. No dia seguinte, houve o reconhecimento formal do corpo pelos familiares do empresário.

O casal chegou junto ao prédio onde morava no dia 19 de maio, na companhia da filha e de uma babá que trabalhava no apartamento – dispensada logo em seguida. Na noite do dia 19, as câmeras do circuito interno do condomínio registram o ex-diretor da Yoki descendo para pegar uma pizza – ele não seria mais visto a partir de então.

Segundo os policiais, o tiro fatal aconteceu por volta das 20h, quando só estavam no apartamento Elize, Marcos e a filha (dormindo em outro quarto). Elize deixou o corpo por dez horas em um dos quartos. Depois, o arrastou até outro cômodo da casa, onde o esquartejou. Neste momento, uma outra babá já estava no apartamento (chegou por volta das 5h30 do dia 20), mas ela não ouviu nenhum barulho, pois a residência é muito grande. No dia 20, Elize deixa o apartamento por volta das 11h30, carregando malas, e fica 12 horas ausente. Ela só volta às 23h50, sem as malas.

Com reportagem do iG

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