"Todos estão chocados”, diz advogado da família de executivo esquartejado em SP

Corpo do executivo foi sepultado no início da tarde desta terça-feira. Sua mulher, Elize Matsunaga, foi presa suspeita de ter planejado o assassinato

iG São Paulo | - Atualizada às

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Corpo de Marcos Kitano Matsunaga foi esquartejado. Mulher é suspeita de crime

O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que representa a família do diretor da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, morto e esquartejado em São Paulo, afirmou que os parentes do executivo “estão todos chocados”.

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De acordo com o advogado, que também é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB SP), a família não irá comentar o caso.

Veja fotos do enterro do executivo

Durante passagem pelo velório e sepultamento de Matsunaga, o advogado disse que a vítima “era uma pessoa muito calma”. Segundo D'Urso, “o casal não tinha histórico de brigas”.

O corpo de Marcos Kitano Matsunaga foi sepultado no início desta tarde no Cemitério São Paulo, na zona oeste de São Paulo. Com o advogado, nove pessoas estiverem presentes na cerimônia realizada a portas fechadas por um reverendo a igreja anglicana. O corpo foi enterrado após rápida cerimônia, com a presença do pai e do irmão mais novo do executivo. A mãe de Matsunaga não esteve presente porque estava muito abalada.

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Corpo de executivo é enterrado em São Paulo

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Acusada de esquartejar o corpo do marido, Elize Matsunaga foi presa na noite de segunda-feira em São Paulo. Ela e o executivo, casados em 2009, têm uma filha de 1 ano, que nesta terça-feira ficou aos cuidados de uma tia.

O casal morava havia pouco tempo no condomí­nio Roma, na rua Carlos Weber, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo (SP). Segundo informações de uma corretora de imóveis, o apartamento possui três quartos, tem 120 m2 de área e vale cerca de R$ 800 mil. 

AE
Vista do condomínio Roma, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, residência de Marcos Kitano Matsunaga

Yoki

Matsunaga era neto do fundador da Yoki. A empresa, que possui 180 produtos no portfólio, foi comprada pela General Mills por R$ 1,75 bilhão no final de maio. A dona da Häagen-Dazs também assumiu uma dívida de R$ 200 milhões da empresa. Segundo Braz Martins Neto, advogado da Yoki, o executivo enterrado nesta terça-feira participou das negociações de venda, concretizada dias após seu desaparecimento no último dia 20. Para Neto, “não há absolutamente nenhuma relação entre a negociação e o crime. As investigações não apontam nesta direção.”

A Yoki era uma empresa totalmente de capital nacional antes do negócio. A companhia entrou no mercado há 18 anos, como uma empacotadora de grãos, que sucedia a marca Kitano. Atualmente, tem participação relevante no mercado de itens como pipoca, farofa, batata palha, snaks, é dona das marcas Kitano, Torí, Yokitos, Lin Tea e Mais Vita. Sediada em São Paulo, a Yoki emprega mais de 5 mil pessoas e registrou vendas de R$ 1,1 bilhão em 2011.

* Com Alexandre Dall´Ara, iG São Paulo

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